Mercedes puxou dos valores da tradição quando fez a apresentação internacional da nova carrinha E Station e não é difícil entender essa referência. Afinal, já lá vão mais de três décadas desde o lançamento da designação ‘E’, mas a história começa mesmo a meio dos anos 1950. E se a evolução foi avassaladora em questões como a eficiência ds motores, tecnologia e conforto – para só citarmos alguns exemplos –, ela mantém ainda hoje lógicas que são, digamos naturais. Como o espaço a bordo e a versatilidade de utilização.

A nova Mercedes E Station chegou este mês oficialmente a Portugal e tem conjunto de argumentos que a recomendam. Claro que não é um automóvel para a maioria das bolsas , mas facilmente demonstra o porquê do sucesso dos antecessores e a ambição em manter essa trajetória vencedora. Maior do que anterior versão, a nova E Station partilha a linguagem estética da berlina até ao chamado pilar B e faz depois a natural diferença na secção traseira. A bagageira [ver outra peça] é um dos trunfos, mas não é o único. A entrada em cena de novo motor diesel de 4 cilindros (194 cv) e o facto de todas as motorizações estarem associadas à nova e caixa automática de 9 velocidades (9G-Tronic) sublinham a precupação com o prazer de condução – e ele existe, podemos garantir, mesmo se estamos a falar de carro com quase 5 metros de comprimento.

O ambiente a bordo, toda a tecnologia associada, os sistemas de segurança, a suspensão pneumática (não é de série), são apenas alguns exemplos do trabalho desenvolvido pela Mercedes. O objetivo foi criar/manter uma referência nesta categoria de veículos familiares. E pode concluir-se que a missão foi cumprida com êxito.


Técnica

E agora... conduzir sem mãos no volante
A apresentação internacional da E Station decorreu na região de Hamburgo e incluiu alguns segmentos de autoestrada sem limitação de velocidade. Cenário onde experimentámos o sistema Drive Pilot, considerado pela Mercedes como o próximo passo "rumo à condução autónoma". Um toque no comando situado no lado esquerdo do volante e a E Station fixa a distância para o carro da frente, reconhece a sinalização no pavimento e... avança sozinha, sem precisarmos de colocar as mãos no volante. Não disponível em Portugal por razões legais.

Bagageira de referência
A bagageira da E Station é um dos pontos a destacar, sublinhando a Mercedes que a carrinha tem compartimento de carga que "é um dos maiores do segmento". A marca alemã refere valores entre os 670 e os 1280 litros, lembrando ainda que os bancos traseiros podem assumir uma posição mais vertical, ganhando assim mais volume de carga sem perder os 5 lugares para ocupantes. O banco traseiro permite várias configurações de rebatimento (40/20/40) e a abertura/fecho da porta traseira (modo eletromecânico) faz-se através de simples toque num botão.



Autor: Paulo Renato Soares