Entrada em campo

António Magalhães

António Magalhães

Diretor
António Magalhães

O melhor Benfica

Era preciso um Benfica de Champions e ele (re) apareceu em Kiev em todo o seu esplendor e com grande autoridade e segurança. A vitória indiscutível rasga novos horizontes para os encarnados que após o frustrante empate na Luz com o Besiktas e, sobretudo, depois da inapelável derrota em Nápoles os tinham deixado menos certezas em relação ao futuro na competição.
Impunha-se por isso dar uma prova de vida em Kiev num quadro de dificuldades que não sendo insuperáveis (como se viu) exigiam "o melhor Benfica". Foi, assim, com absoluta seriedade, máxima competência e grande eficácia que a águia voltou a cruzar os céus com uma atitude de verdadeiro campeão.

São precisos dois para dançar o tango e se há momento apropriado para usar esta frase, o jogo de Kiev oferece essa oportunidade. Nas asas do voo imperial da águia na Ucrânia, dois argentinos deixaram os seus nomes associados à vitória: Salvio e Cervi. Extremos com perfis distintos, mas que no melhor estilo do jogador das pampas se entregam à luta com garra dos bravos e tocam o golo com arte dos predestinados. Os dois levam sete golos marcados esta época o que para Salvio é uma recompensa mais do que merecida e para Cervi é um auspicioso cartão de visita.

Rui Vitória fez em Kiev o jogo 13 pelo Benfica na Europa e nele voltou a dar a Pizzi a função de descobrir os melhores caminhos por onde o momento ofensivo se poderia desenvolver. Pizzi atravessa uma fase em que, jogue onde jogar, jogará sempre bem. No mundo da abundância em que o treinador do Benfica começa, finalmente, a viver (e ainda falta Jonas estar em condições de lutar pelo seu lugar), as valências de Pizzi dão mais armas a Vitória no arranque de um ciclo que pode ser decisivo para a época.

20.10.2016
M M