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Após 7 anos como treinadora assistente das Selecções Nacionais femininas, Mónica Jorge aceitou o desafio da Federação Portuguesa de Futebol para substituir José Augusto como responsável máxima das equipas A, Sub-19 e Sub-18 de Portugal. Uma tarefa que a deixa “bastante motivada”, até porque, como realça, “este é o grande desafio da carreira como treinadora”.
“É realmente estimulante e, claro, estou radiante a viver a confiança que a FPF depositou em mim”, afirma Mónica Jorge, considerando a escolha da Federação “coerente e pertinente”, já que, como argumenta, “é importante para o desenvolvimento da mulher estar cada vez mais activa e presente no futebol”.
Mónica Jorge diz que sempre teve “uma boa relação com as jogadoras”, pelo que tenciona “fazer grandes mudanças”. O que pretende, sim, é “integrar todas as atletas no grupo e, como o mister Scolari defende, criar uma verdadeira família no seio da Selecção”.
Sobre as experiências vividas com os anteriores seleccionadores, Mónica Jorge destaca a importância de Nuno Cristóvão: “Foi uma pessoa fundamental no arranque da minha carreira.” Sobre José Augusto, diz que “foi um autêntico embaixador do futebol feminino português”.
A treinadora nacional reconhece que, a nível internacional, as maiores dificuldades são “a diferença física, o ritmo de jogo e o aspecto competitivo”. E dá a receita para mudar a situação: “É vital alterar e melhorar os quadros competitivos, que estão fora da realidade. É importante jogar-se em campos relvados, existir uma maior proximidade entre a Federação e os clubes através do meu trabalho como seleccionadora, para que, todos juntos, possamos, por exemplo, analisar e discutir modelos de jogo. Enfim, contribuir para a formação dos treinadores, trocando ideias e experiências e, a longo prazo, chegarmos às autarquias, escolas e associações.”
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