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De ilustre desconhecida a vencedora do Estoril Open. Foi este o estranho percurso da alemã Greta Arn nos últimos 9 dias. No momento da consagração, a tenista não conseguia esconder a satisfação. Mas também não tinha motivos para o fazer. Afinal de contas, este é mesmo o seu primeiro título num torneio desta dimensão. E surgiu, aparentemente, já na curva descendente da carreira, aos 28 anos.
“Esperei tanto por isto. Foram anos e anos a tentar alcançar um resultado do género, mas nunca tinha conseguido sequer estar perto da vitória numa competição tão importante. Agora, a oportunidade apareceu e, felizmente, correu tudo bem. Nem tenho palavras para descrever a emoção que sinto. É fantástico ganhar. Só quero saborear este momento durante os próximos dias”, afirmou, de sorriso estampado na face, a simpática alemã que treina e reside na Florida, Estados Unidos.
Disputar tantos jogos de forma consecutiva não é fácil. Daí, a germânica ter noção que o seu desempenho nos “courts” do Estádio Nacional foi mesmo sensacional. “Estou mais do que cansada. Foram muitos jogos seguidos. E hoje o calor também se fez sentir. Estou mesmo sem forças, mas valeu a pena ter trabalhado tanto para poder, agora, estar aqui a falar da vitória”, explicou.
Antes de selar o triunfo, Arn esteve quase a ser derrotada. Precisou mesmo de salvar dois “match points”. Foram momentos bem complicados, confessou a tenista aos jornalistas. “O segredo foi lutar sempre, nunca deixar de acreditar. Era a minha primeira final, só podia jogar assim, nos limites. Procurei contrariar o tipo de jogo da Azarenka mas, sinceramente, creio que só consegui vencer porque, em determinados momentos, em pontos importantes, ela falhou. Cometeu deslizes próprios da idade. Considero que foram erros que se fazem aos 17 anos, mas não aos 28”.
Mas, mesmo na hora do triunfo, Arn não poupa elogios à jovem bielorrussa. “É ainda muito nova, mas tem um talento tremendo. Eu fui mais feliz neste encontro, mas temos 11 anos de diferença. Tenho a certeza que ela vai ganhar torneios. Provavelmente, até mais do que eu. Mas, a propósito, vou fazer tudo para tentar repetir esta experiência. Gosto mesmo de vencer”, atirou, bem-disposta.
Futuro e Michelle
Oitava jogadora alemã no “ranking” mundial, Arn – que pela segunda vez marcou presença no Estoril Open, embora em 2000 não tenha passado o “qualifying”- considera que o ténis do seu país tem muitos jogadores de qualidade, mas assume que a nível organizativo falta fazer muito. Mas, por agora, o que lhe interessa é chegar a Frankfurt (segue viagem esta tarde) e comemorar com o irmão o sucesso averbado em terras lusas – admitiu ter ficado muito satisfeita com a forma como foi recebida por todos os portugueses. Depois, irá estar nos torneios de Roma e Roland Garros a tentar a sua sorte...
A fechar, Arn gostou de saber que a prodígio portuguesa Michelle Brito tinha estado presente na bancada a assistir ao jogo e a sofrer por ela. Afinal de contas, conhecem-se bem dos Estados Unidos. “Não a vi, no meio desta confusão, mas agradeço o seu apoio. Fico muito feliz por o saber”, finalizou, antes de sair da sala a rir e agarrada aos seus troféus...
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