Masculinos
| Ano |
Vencedor |
Finalista |
Resultado |
| 1990 |
Emilio Sanchez (Espanha) |
Franco David (Argentina) |
6/3 e 6/1 |
| 1991 |
Sergi Bruguera (Espanha) |
Karel Novacek (Checoslováquia) |
7/6 e 6-1 |
| 1992 |
Carlos Costa (Espanha) |
Sergi Bruguera (Espanha) |
4/6, 6/2 e 6/2 |
| 1993 |
Andrei Medvedev (Ucrânia) |
Karel Novacek (Checoslováquia) |
6/4 e 6/2 |
| 1994 |
Carlos Costa (Espanha) |
Andrei Medvedev (Ucrânia) |
4/6, 7/5 e 6/4 |
| 1995 |
Thomas Muster (Áustria) |
Albert Costa (Espanha) |
6/4 e 6/2 |
| 1996 |
Thomas Muster (Áustria) |
Andrea Gaudenzi (Itália) |
7/6 e 6/4 |
| 1997 |
Alex Corretja (Espanha) |
Francisco Clavet (Espanha) |
6/3 e 7/5 |
| 1998 |
Alberto Berasetegui (Espanha) |
Thomas Muster (Áustria) |
3/6, 6/1 e 6/3 |
| 1999 |
Albert Costa (Espanha) |
Todd Martin (Estados Unidos) |
7/6, 2/6 e 6/3 |
| 2000 |
Carlos Moya (Espanha) |
Francisco Clavet (Espanha) |
6/3 e 6/2 |
| 2001 |
Juan Carlos Ferrero (Espanha) |
Felix Mantilla (Espanha) |
7/6, 4/6 e 6/3 |
| 2002 |
David Nabaldian (Argentina) |
Jarko Nieminen (Finlândia) |
6/4 e 7/6 |
| 2003 |
Nikolay Davidenko (Rússia) |
Agustin Calleri (Argentina) |
6/4 e 6/3 |
| 2004 |
Juan Ignacio Chela (Argentina) |
Marat Safin (Rússia) |
6/7, 6/3 e 6/3 |
| 2005 |
Gaston Gaudio (Argentina) |
Tommy Robredo (Espanha) |
6/1, 2/6 e 6/1 |
| 2006 |
David Nalbandian (Argentina) |
Nikolay Davidenko (Rússia) |
6/3 e 6/4 |
| 2007 |
Novak Djokovic (Sérvia) |
Richard Gasquet (França) |
7/6(7), 0/6 e 6/1 |
| 2008 |
Roger Federer(Suíça) |
Nikolay Davidenko (Rússia) |
7/6 e 1/2 |
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Femininos
| Ano |
Vencedor |
Finalista |
Resultado |
| 1998 |
Barbara Schwartz (Áustria) |
Raluca Sandu (Roménia) |
6/2 e 6/3 |
| 1999 |
Katarina Srebotnik (Eslovénia) |
Rita Kuti Kis (Hungria) |
6/3 e 6/1 |
| 2000 |
Anke Huber (Alemanha) |
Nathalie Dechy (França) |
6/2, 1/6 e 7/5 |
| 2001 |
Angeles Montolio (Espanha) |
Elena Bovina (Rússia) |
3/6, 6/3 e 6/2 |
| 2002 |
Magui Serna (Espanha) |
Anca Barna (Alemanha) |
6/4 e 6/2 |
| 2003 |
Magui Serna (Espanha) |
Julia Schruff (Alemanha) |
6/4 e 6/1 |
| 2004 |
Emilie Loit (França) |
Iveta Benesova (Rep. Checa) |
7/5 e 7/6 |
| 2005 |
Lucie Safarova (Rep. Checa) |
Na Li (China) |
6/7, 6/4 e 6/3 |
| 2006 |
Jie Zheng (China) |
Na Li (China) |
6/7, 7/5 e abandono |
| 2007 |
Greta Arn (Alemanha) |
Victoria Azarenka (Bielorrússia) |
2/6, 6/1 e 7/6(3) |
| 2008 |
Maria Kirilenko(Rússia) |
Iveta Benesova(República Checa) |
6/4 e 6/2 |
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1990: A NOVIDADE
Finalmente, Portugal apresentava-se ao mundo do ténis com uma prova integrada no calendário do ATP Tour. O Estádio Nacional foi o palco de eleição e a organização esteve debaixo de fogo, desde logo, com a forte chuva que caiu ao longo da semana com muitos jogos a serem adiados no início de Abril. Tudo foi novidade nesse primeiro ano, ficando-se com a certeza que para os anos seguintes seria bom haver umas coberturas para os campos. A prova tem um quadro de eleição e o norte-americano Jay Berger foi o escolhido como cabeça-de-cartaz por figurar no top 10 mundial. Ficou-se pelos quartos-de-final. O espanhol Emilio Sanchez, então no início da sua fulgurante carreira, brilhou a todos os níveis ganhando em pares e singulares, batendo o argentino Franco Davin na final. |
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1991: A BENÇÃO
Religioso, João Lagos mandou colocar a figura de Nossa Senhora de Fátima no court central. Foi a padroeira do torneio e tudo decorreu com menos chuva, embora, aqui e ali, também caísse umas fortes bátegas de água. Os tenistas latino-americanos marcaram a liderança do torneio com a escola espanhola e argentina a fazer a diferença num colorido que apenas teve a intromissão de um homem do leste, o checo Karel Novacek, que tinha o turbo ligado na final quando fez uma série de pontos seguidos contra Sergi Bruguera. Só que quando o espanhol fez a mão ao seu possante ténis de fundo de campo, o destino estava encontrado: 7-6 e 6-1, numa autêntica lição do mestre Bruguera, que mais tarde seria campeão em Roland Garros. |
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1992: TOQUE DE CLASSE
Carlos Costa, hoje um reputado manager da IMG ligado quase exclusivamente ao fenómeno Rafael Nadal, tinha aquele toque de classe que fazia a diferença para os demais colegas espanhóis. Possuia um estilo invulgar, era criativo e um jogador completo que não se limitava a trocar bolas de fundo do campo. Gostava de colocar dificuldades, abrilhantava as jogadas com amorties. Foi do melhor ténis que se viu no Estádio Nacional. Quando levantou a Taça, a primeira da sua carreira, foi bem acarinhado pelo público que não apreciou nada o ar sisudo de Sergi Bruguera. Ivan Lendl, apresentado como a grande vedeta, ficou-se pelos quartos-de-final, fase a que chegou João Cunha e Silva. |
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1993: O VENTO DO LESTE
Andrei Medvedev caiu no goto do público português. O tenista ucraniano era um verdadeiro E.T. no Jamor. Descomplexado, brincalhão, comunicativo e simpático, Andrei trazia também charme e classe e as suas conferências de imprensa ficaram célebres e ricas pelo conteúdo das suas declarações. Os jornalistas riam, a mensagem passava cá para fora e as bancadas estavam cheias de espectadores. O ténis precisa de campeões comunicativos e esta nova onda do leste mereceu aplausos. Para mais, Medvedev revelou-se um campeão com carisma que destruiu a célebre armada espanhola. Lendl voltou para jogar pares com Bernardo Mota, perdendo a dupla na primeira ronda. |
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1994: COSTA A BISAR
Na quinta edição, Carlos Costa tornou-se no primeiro jogador a bisar no Estoril Open numa final bastante disputada frente a Andrei Medvedev, que defendia o título. O público estava dividido e quem ganhou foi o ténis. Casa cheia e um grande espectáculo ao longo de muitos dias com os primeiros sinais a darem conta que o torneio estava a cimentar-se internacionalmente, não importando se houvesse chuva. O "know how" organizativo já era outro e apenas faltaram as vitórias aos jogadores portugueses que antes afastaram a Inglaterra. O momento alto de Emanuel Couto proporcionou-lhe ganhar uma ronda, derrotando o checo David Rikl. Couto e Mota chegaram às meias-finais em pares. |
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1995: GRANDE NUNO MARQUES
É o ano em que Nuno Marques faz história no torneio ao bater na primeira ronda o n.º 7 do mundo, o espanhol Alberto Berasategui para a seguir afastar outro credenciado jogador e especialista de terra batida, Francisco Clavet, n.º 34 mundial. O ténis de fino recorte técnico de Nuno Marques foi confrontado com um jogo felino de Emilio Sanchez, um autêntico gato de sete vidas a sair de situações adversas. O austríaco Thomas Muster mostrou no Jamor que a força física também faz a diferença, num estilo que se conseguiu impor internacionalmente. Chamaram-lhe o "Monstro" por alguma razão. |
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1996: POSSANTE MUSTER
Thomas Muster parecia ser mais forte que as rajadas de vento. Gostava de bater a bola com força com aquele ar de mandão e dono do jogo. Não era simpático, não tinha seguidores e limitava-se a ser profissional. Dava pouca confiança aos adversários e consegiu criar um estilo muito próprio. Foi a estrela do torneio, até porque o austríaco apreciava o torneio e o bom clima português. Com a fasquia dos prémios a subir, a prova foi trazendo algumas novidades como o italiano Andrea Gaudenzi, surpreendente finalista e que, curiosamente, tinha o mesmo manager de Muster, vencedor do torneio. |
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1997: AFIRMAÇÃO INTERNACIONAL
Contratar 3 jogadores do top 10 mundial não foi nada fácil, mas isso foi conseguido e o Estoril Open conseguiu uma notável afirmação internacional quando foram anunciados os nomes de Yevegny Kafelnikov, Wayne Ferreira e Carlos Moya, a querer dizer também e por outro lado que a prova em si era sedutora para quem queria progredir. O espanhol Alex Corretja, um nome sobejamente conhecido, serviu-se da experiência de anteriores edições para levantar o troféu de vencedor, derrotando na final o seu compatriota Francisco Clavet. Nuno Marques e João Cunha e Silva estiveram a um passo das meias-finais em pares. |
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1998: A COMPONENTE FEMININA
Depois do aumento progressivo do prize-money, dos grandes nomes, faltava algo mais. O passo seguinte foi a criação do torneio feminino. Foi um progresso a todos os níveis, o Estoril Open ganhou uma nova vida, um ambiente diferente e modernizou-se até na sua clientela. este novo look traduziu-se por uma apetência mais selectiva que também apostou nos jogos femininos. A armada espanhola continuou a afirmar-se como dominadora e trouxe um novo campeão, Alberto Berasategui que com uma possante arma de direita esmagou o físico de Thomas Muster na final. Marques e Cunha estiveram a dois pontos da final em pares. Barbara Schwartz ganhou a final feminina. |
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1999: MARCELO RIOS E TODD MARTIN
O público já estava cansado de ver espanhóis na final mas teve de render-se ao poder do consistente Albert Costa, um rolo compressor que não dá um ponto de borla e que riposta como um campeão. Tudo acabou por ser bem aceite quando se vê esses predicados num jogador que é capaz de impor a sua lei a um senhor do ténis chamado Todd Martin, seguro, mas não tão eficiente na terra batida. Foi uma bonita final num contraste de estilos. Marcelo Rios, "El Chino", foi o grande animador dos primeiros dias pela sua irreverência. O seu talento deu para chegar ás meias-finais perdendo para o cerebral Todd Martin. A eslovena Karatina Sebrotnik venceu a prova feminina. |
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2000: AS LÁGRIMAS DE MOYA
Carlos Moya até chorou de emoção com o seu regresso ao títulos depois de ter passado por momentos muito dificeis, não sabendo mesmo se um dia poderia aproximar-se do nível de quando foi número 1 mundial. O espanhol ficou com outras certezas e o Estoril Open deu-lhe uma alma nova para o resto de uma carreira que não se verga com o passar dos anos. Foi um ano em que também começou a aparecer alguma gente nova sem ainda fazer resultados de monta como David Nalbandian, Ivan Ljubicic ou Gaston Gaudio. Meias-finais de pares para Cunha e Silva e Bernardo Mota. A possante Anke Huber arrebatou o título feminino. |
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2001: FERRERO, UM ROCHEDO
Juan Carlos Ferrero arrastava toda aquela áurea dos grandes campeões e um passado muito ligado ao ténis nacional, pois parte da sua formação como jogador foi feita em provas portuguesas, nomeadamente na Foz do Douro, onde criou muitas amizades. O público espanhol não ficou indiferente á passagem de Ferrero e de outros jogadores. Nas duas finais, três espanhóis. Ferrero bateu Felix Mantilla, um jogador oriundo da fase de qualificação numa bela final, equilibrada e emotiva, enquanto Angeles Montolio com um jogo muito característico ganhou na bola alta quase ao balão à emergente russa Elena Bovina. |
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2002: EMANCIPAÇÃO DE NALBANDIAN
O Estoril Open tinha por tradição lançar grandes nomes para o estrelato, mas há muito que não aparecia um novato quase desconhecido a dar nas vistas. Ora precisamente em 2002 surgiu um argentino que vivia na esperança de ser tão grande como Guillermo Vilas. David Nalbandian é o seu nome e numa prova em que estavam lá Marat Safin e Juan Carlos Ferrero o argentino conseguiu sobrepor-se e mostrar as suas credenciais. O opositor na final foi o finlandês Jarkko Nieminen. Mais tarde, Nalbandian chegaria à final de Wimbledon e passou a ser membro regular do top 10 mundial. Magui Serna prolongou a tradição espanhola. |
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2003: A VEZ DE DAVYDENKO
Da legião russa que competiu no Estoril Open as boas impressões qu restavam eram as de Marat Safin, que com um inegável talento transmitia personalidade e alma ao seu ténis. Kafelnikov foi sempre uma desilusão e ninguém estava à espera de que Nikolay Davydenko pudesse um dia vir a ser gente graúda na modalidade. Pois bem, o russo impresionou favoravelmente. Era rápido e estava em perfeita ascenção e o seu querer transformar-se num enorme aliado. Hoje está bem instalado nos lugares cimeiros e é um nome respeitado. Na competição feminina, Magui Serna voltou a ganhar pela sua grande consistência. |
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2004: A PASSAGEM DE NADAL
Grande torneio repleto de emoções e de um misto de juventude e experiência com a história a ficar assinalada pela passagem de duas estrelas emergentes, o espanhol Rafael Nadal e o francês Richard Gasquet. Estes defrontaram-se nos oitavos-e-final com vitória do maiorquino que não pode disputar a fase seguinte por se encontrar lesionado. Esteve inactivo durante muito tempo e nem jogou em Roland Garros. O argentino Juan Ignacio Chela aproveitou-se do crónico mau humor de Marat Safin para lhe ganhar na final em 3 sets. Emilie Loit ganhou a prova feminina. |
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2005: TRADIÇÃO ARGENTINA
Novo tango no Jamor com um novo intérprete, Gaston Gaudio que um ano antes foi campeão em Roland Garros e que teve a afrte e o saber de anular 1 match-point na ronda inaugural antes de conseguir nova vitória argentina no Estoril Open. Gaudio foi a grande vedeta do torneio, apresentando-se como o n.º 5 do mundo, um estatuto pouco comum. Bom naipe de jogadores numa prova que decorreu sob boas condições atmosféricas e que consagrou a checa Lucie Safarova como uma inesperada vencedora. Veio da fase de qualificação, foi chamada á última hora para o sorteio e prosseguiu a sua marcha triunfal até fazer vítima, uma chinesa, Na Li. |
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2006: REGRESSO DE NALBANDIAN
Pela primeira vez na história do torneio defrontaram-se na final o primeiro e o segundo cabeça-de-série, o argentino David Nalbandian e o russo Nikolay Davydenko, respectivamente com o triunfo a pender para Nalbandian que se juntou a Carlos Costa e Thomas Muster como os únicos a bisarem no Estoril Open. O argentino vinha embalado da vitória no Masters frente a Roger Federer, em Shangai, e voltou a produzir um ténis eficiente, sem falhas face a um russo que se queixou de dores nas costas. Na primeira final feminina de um WTA Tour com duas chinesas, Jie Zheng foi a melhor face ao abandono de Na Li, quando estava um set para cada lado. |
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2007: DJOKOVIC EM FORMAÇÃO
Quem pôde assistir ao vivo ao Estoril Open 2007 terá constatado que estávamos em presença de um futuro colosso mundial. O sérvio Novak Djokovic foi anunciado com pompa e circunstância e depressa se viu que estava ali alguém capaz de causar muitos incómodos a Roger Federer e a Rafael Nadal, como sucedeu mais tarde. Simpático, conversador, talentoso, caprichoso em querer também ser artista, Djokovic junta todos estes predicados num só: a arte de jogar de ténis. E fá-lo sem aparente esforço. É esperto a comandar o jogo e felino quando é preciso jogar em situações de desvantagem. Naquela que foi a mais jovem final de sempre em 18 edições do torneio, Djokovic bateu aquele que ainda é a esperança dos franceses, Richard Gasquet, por 7-6, 0-6 e 6-1 em duas horas e 12 minutos. O sérvio reforçou a nota de que depressa entraria no "top 10" mundial e volvido um ano está em terceiro lugar. E para memória de todos, Djokovic não escondeu que nutria uma simpatia especial pelo Sport Lisboa e Benfica. Para delírio da multidão e no dia da final, lá estava Eusébio, o Pantera Negra, para lhe entregar o troféu.Frederico Gil, o único português a estar na segunda ronda em dois anos consecutivos, foi batido claramente por Gasquet (1-6 e 2-6), depois de uma boa vitória frente ao espanhol Ruben Ramirez-Hidalgo. Na final feminina foi a alemã Greta Arn, oriunda da fase de qualificação, a revelar-se a mais consistente. A bielorrussa Victoria Azarenka, treinada pelo português António van Grichen, esteve perto de fechar o encontro, mas a experiência da germânica (aos 28 anos foi a campeã mais velha) prevaleceu face aos nervos de Azarenka, que deixou fugir dois "match points". |
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2008: A VEZ DE FEDERER
A João Lagos Sports já tinha apresentado no Estoril Open um n.º 1 mundial, Thomas Muster, mas até 2008 não tinha participado alguém com um palmares tão rico como Roger Federer. O suíço foi, aliás, anunciado com muitos meses de antecedência de forma a proporcionar uma boa receita de bilheteira. Houve bom tempo e casa cheia com novo recorde de entradas: 53.888 espectadores. Federer esteve a um bom nível e ganhou no Jamor o seu 54.º torneio da sua carreira, estendendo o seu domínio vitorioso a 17 países em provas do circuito ATP. O suíço apresentou-se com José Higueras, o técnico que o acompanhou ao longo do resto da temporada, na tentativa de melhorar a sua eficácia na terra batida. Em certa medida conseguiu-o, mas a derrota face a Rafael Nadal em Roland Garros pesou bastante, estragando os seus planos. Na final encontraram-se o 1.º e 2.º cabeças-de-série com o russo Nikolay Davydenko a fazer séria oposição no primeiro set, lesionando-se a seguir. Federer ganhou por 7-6 (5) e 1-2 e desistência ao fim de 1.20 horas. Para chegar à final, Federer teve de afastar o emergente Frederico Gil nos quartos-de-final, a quem derrotou por 6-4 e 6-1, num torneio onde o pupilo de João Cunha e Silva foi o único português a marcar presença em dois anos seguidos nesta fase. No torneio feminino, Maria Kirilenko juntou o título de singulares ao de pares. A russa derrotou a checa Iveta Benesova, por 6-4 e 6-2, conquistando o 3.º título WTA e em pares triunfou ao lado da italiana Flavia Pennetta. | ]]>
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