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Os autarcas de Faro e Loulé, José Vitorino e Seruca Emídio, defenderam ontem uma gestão do Estádio do Algarve "partilhada por novos parceiros públicos e/ou privados".
"Pensam que o Estádio está pago por dinheiros públicos e fundos comunitários mas enganam-se", disse José Vitorino, adiantando que os custos do recinto "ascenderam a 67 milhões de euros e o apoio público não foi além dos 21,4 milhões (30%), ficando as duas autarquias com responsabilidades no valor de 45,7 milhões, tendo contraído empréstimos de 43,9 milhões."
Tão graves como os encargos relativos aos juros são, segundo o edil de Faro, as despesas de funcionamento, estimadas em 2,6 milhões em 2005 e em três milhões em 2006. "Deixam-nos um belo presente e um molho de brócolos", refere Vitorino, aludindo ao facto de "não terem sido considerados pressupostos de carácter institucional, de financiamento e de condições de exploração. Foi do tipo pontapé para a frente e depois logo se vê…"
Os municípios de Faro e Loulé querem avançar com o complexo desportivo (dois campos de treinos, pavilhão, piscinas cobertas e circuito de cross), complexo de saúde (incluindo um novo hospital), pólo universitário e zonas verdes, a fim de "ser criada uma nova centralidade" e apelam a um envolvimento "de todo o Algarve", sem esquecer a rentabilização do estádio.
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