As escuderias de F1 terão mais liberdade no campo técnico caso aceitem um limite opcional de 40 milhões de libras (mais de 44,5 milhões de euros ao câmbio atual) ao teto orçamental previsto para entrar em vigor em 2010. A revelação foi feita esta quinta-feira pela FIA, através de comunicado.
Na nota informa-se ainda que o número máximo de carros permitidos no campeonato aumentou de 24 para 26, dois por escuderia.
A FIA esclarece ainda que no limite orçamental proposto, o qual, inicialmente, era de mais de 33 milhões de euros, não contempla gastos com salários de pilotos, multas, lucros da participação no Mundial e despesas que se prove que não têm influência na performance na competição.
De forma a incentivar as equipas de fábrica a optarem pelo teto orçamental, o Conselho Mundial da FIA decidiu na sua reunião de quarta-feira que os custos com motores ficarão também de fora em 2010 para os que aderirem.
A supervisão da aplicação da medida estará a cargo de uma nova comissão independente, constituída por um presidente e dois comissários a apontar pela FIA para períodos de três anos.
À escuderias que aderirem será permitido a utilização de asas dianteiras e traseiras móveis e motores sem limitação de rotações, ao contrário das que escolham ficar fora.
Os interessados em participar na temporada 2010 devem apresentar as candidaturas entre 22 e 29 de maio, esclarecendo se aceitam o limite orçamental. Uma lista a publicar em 12 de junho revelará quem vai competir respeitando a medida.
Incentivo monetário
Novas equipas de construtores que aceitem o teto também vão receber verbas do detentor dos direitos comerciais da competição.
"A Formula One Management (FOM) acordou em oferecer os custos de participação e as despesas às novas equipas", esclarece o comunicado da FIA.
"Isto inclui um pagamento anual de 10 milhões de dólares a cada equipa, mais transporte pago de dois chassis e equipamento até 10.000 kg (fora os dois chassis) e 20 bilhetes de avião (classe económica) para cada ronda de eventos a ter lugar fora da Europa."
Como foi previamente anunciado, a FIA reafirma que os reabastecimentos durante as corridas serão banidos no próximo ano, de forma a cortar nos gastos com transporte do equipamente e incentivar à poupança de combustível.