Morte dolorosa e inexplicável JOSÉ MARIA JIMÉNEZ DESAPARECE COM 32 ANOS
O ciclismo está de luto. O espanhol José María Jiménez faleceu, ontem, com apenas 32 anos, vítima de uma paragem cardíaca. Depois de uma carreira curta, mas fulgurante, o extrovertido "El Chaba" (como lhe chamava o povo) foi considerado um dos melhores trepadores de sempre e um gregário de luxo que esteve nas vitórias dos campeões mundiais, os compatriotas Indurain e Olano, no Mundial da Colômbia 1995, prova onde Cândido Barbosa apurou Portugal para os Jogos de Atlanta.
"Todos estamos cientes que um dia vamos morrer, mas acabar desta forma, junto de uma equipa médica, custa muito a crer. É duro e doloroso para toda a gente que o admirava. Não podemos dizer que houve incompetência, mas a morte é inexplicável", considerou Barbosa, que acabaria por ser (1998-2001) companheiro do ex-iBanesto.com, uma das melhores equipas do Mundo.
O espanhol de El Barraco, onde será enterrado hoje, retirou-se cedo da competição, depois de uma depressão nervosa, que o mantinha internado numa clínica em Madrid.
"Não falava com ele há dois anos. Sabia que estava com peso excessivo, cerca de 120 kg, o que pode ter precipitado este desfecho. Cheguei a privar com ele no mesmo quarto e guardo excelentes recordações. Foi pena que tivesse terminado desta maneira. Como corredor, era psicologicamente forte, embora, como todos os génios, tivesse as suas excentricidades", explicou Orlando Rodrigues, que também esteve na iBanesto.com de Jiménez e Indurain, entre 1996 e 2000.
Manolo Sáiz (director desportivo da extinta ONCE, de José Azevedo) não resistiu, igualmente, à emoção do trágico desaparecimento: "É uma morte dolorosíssima, numa situação estranha", enquanto o pentacampeão do Tour, Indurain, revelou ter vivido "momentos inolvidáveis" com o antigo companheiro.
"Jiménez era amigo dos companheiros. Se o convidássemos para ir tomar um café, não recusava, nem que fosse na loja ao lado. Não temia o convívio com as pessoas e isso prejudicou-o, pois devia proteger-se mais. Mas era o seu carácter", finalizou Barbosa.
Autor: ALEXANDRE REIS Data:
Segunda-Feira, 8 Dezembro de 2003 - 1:40
• 2:50 -
Alexandre Morais null
Morreu sem dúvida na mnha opinião o melhor trepador do ciclismo moderno,um homem que certamente serviu e continuará a servir de exemplo e inspiração para mtos jovens ciclistas que viram as edições das voltas e França e Espanha em q ele participou,nomeadamente etapas de montanha onde subia como ninguem.A sua morte até se pode considerar normal dadas as circunstânçias,apesar de ser extranha devido a ele se encontrar rodeado de médicos...1 Homem pra fikar pra smp na memória de kem gosta de ciclismo
Terça-Feira, 9 Dezembro
• 0:27 -
Jacinto Engenheiro
Para além da família quem vai agora responsabilizar o clube pelo estado em que este deixa o atleta? Quem o pressionava e exigia mais ainda quando ele ganhava uma etapa de montanha e no dia seguinte baixava na geral? Tinha qualidades físicas para contra-relogista que nunca confirmou, dizem agora, e que o clube lhe exigia. Quando um atleta não aguenta as exigências ou o doping dos médicos nos clubes e cai em depressão a culpa não é da sociedade, ele é que é fraco. Até quando?