A Federação Portuguesa de Ténis admite a possibilidade de melhorar os prémios de presença na Taça Davis, criando uma grelha diferente que contemple a subida ao Grupo Mundial, já a partir da próxima temporada.

A vitória frente à Eslovénia, por 5-0, em Viana do Castelo, permitiu a Portugal garantir a presença no Grupo 1 da competição e, a partir de agora, aguarda-se pelo sorteio, a ter lugar na próxima quinta-feira, para se saber qual será o adversário de Portugal em 2017.

A campanha de promoção ao Grupo Mundial pode ser acompanhada por uma melhoria nos prémios de presença. Tendo em conta que Portugal apresenta dois jogadores do top 100 mundial, João Sousa (34º) e Gastão Elias (61º), há da parte da direção federativa sensibilidade para a revisão dos prémios, que estão em vigor há cerca de uma década, com um modelo que assenta no ranking dos jogadores. Ou seja: quem figura no top 100 recebe a maior verba (cerca de 5 mil euros) e depois os valores variam de 100 em 100 lugares: 101º a 200º; 201º a 300º; 301º a 400º e 401º a 500º. Trata-se de um sistema que é utilizado por muitas seleções.


Mas com a subida de nível de João Sousa e Gastão Elias é natural que possa haver lugar a alguns ajustes. Este é um assunto que estará em cima da mesa assim que a futura direção tomar posse.

E tudo se torna mais claro, já que ao ato eleitoral, a ter lugar a 1 de outubro, apenas haverá uma lista a concorrer e que é liderada por Vasco Costa, atual presidente.

Até à tomada de posse, a direção em exercício fará a gestão dos assuntos correntes, sabendo-se que existem várias prioridades a ter em linha de conta: o Centro de Alto Rendimento no Jamor e o enquadramento técnico das seleções, duas componentes que terão como responsável direto o antigo campeão nacional Rui Machado, que passou a ser o coordenador técnico. A futura direção vai contar com Filipa Caldeira, responsável pelo marketing e promoção do Millennium Estoril Open.

Autor: Norberto Santos