Estamos a pouco mais de dois meses do final da época de 2016 e são muitas as incertezas quanto ao ‘line-up’ das equipas para a próxima temporada. Pode argumentar-se que há ainda muito tempo até ao início do campeonato do próximo ano – março ainda vem longe –, mas os ‘timings’ da F1 são distintos de outras modalidades e quase toda a gente já está a trabalhar com os olhos em 2017.

O cenário [ver quadro nesta página] é esclarecedor. Apenas 4 equipas têm o alinhamento confirmado: Mercedes, Ferrari, Red Bull e McLaren, sendo que duas destas fizeram-no muito recentemente. Falamos da Ferrari, que renovou com Kimi Raikkonen por mais um ano – e pareceu dar vida nova ao Iceman –, e da McLaren, que lidou com saída de Jenson Button apostando no jovem belga de 24 anos, Stoffel Vandoorne.

O espanhol Fernando Alonso fica na equipa em 2017, mas já veio lembrar que não sabe o futuro. "Tenho 34 anos e posso continuar, mas veremos como vou sentir-me. Isto, claro, se assinar o prolongamento do contrato", disse Alonso numa entrevista à rádio espanhola Cadena Ser.


Num pelotão formado por 11 equipas, há duas que têm o trabalho de casa resolvido pela metade. A Force India conta com Nico Hulkenberg e ainda tem Sergio Perez por confirmar, enquanto a Toro Rosso já sabe que Carlos Sainz Jr. vai continuar, sobrando dúvidas sobre o jovem piloto russo Daniil Kvyat – começou a época na Red Bull, mas seria despromovido e substituído pelo aguerrido Max Verstappen.

Apostas

Entre as 5 equipas que ainda têm o alinhamento por definir sobressai a Williams. A escuderia fundada por sir Frank Williams e por Patrick Head vai completar 40 anos em 2017 e pode ser a chave do mercado de pilotos. É necessário substituir Felipe Massa, que anunciou o abandono, e confirmar (ou não) Valtteri Bottas. São lugares apetecíveis, mais ainda quando tudo aponta para a continuidade da ligação entre a Williams e a Mercedes.

Nas restantes 4 equipas também está tudo por decidir. E entre Manor, Sauber, Haas e Renault, a maior curiosidade talvez esteja no ‘line-up’ da escuderia francesa do losango. O regresso oficial foi assumido como um projeto a 3 anos, mas 2017 já será mais exigente em termos de resultados. E os responsáveis já vieram dizer que precisam de um piloto com estatuto. A questão é saber onde é que ele está.

Autor: Paulo Renato Soares