Lenine Cunha, sexto classificado na final do salto em comprimento F20 (deficiência intelectual) dos Jogos Paralímpicos do Rio'2016, mostrou-se descontente esta quarta-feira com a Federação Portuguesa de Atletismo, devido à ausência do treinador.

"O meu treinador foi convocado pela federação, sim, mas não para estar a 100% comigo e ele não aceitou ir nestas condições. Não merecia por parte da Federação [Atletismo] porque na competição mais importante da minha carreira ele não veio e eu não consegui ganhar medalha", disse o atleta luso no III Fórum do Desporto, no qual foi homenageado, em Lisboa.

Ainda assim, o detentor de 183 medalhas internacionais ficou satisfeito com a sua prestação nos Jogos do Rio'2016, reiterando na vontade em melhorar.


"O balanço é bom mas podia ter sido muito melhor. Sou exigente, dei tudo o que tinha e não tinha e estou de consciência tranquila. Sabia que ia ser difícil mas dei o meu melhor", afirmou o atleta paralímpico.

A terminar, Lenine Cunha manifestou ainda insatisfação com o dinheiro que recebe ao final do mês, frisando que os apoios das marcas é que lhe permitem continuar a competir.

"Consigo fazer disto profissão porque tenho dedicação e empenho. Não é com o valor mensal de 386 euros que vou viver. Vivo disto a 100% derivado aos meus patrocinadores. Falta de condições não há, há é falta de dinheiro", lamentou.

Autor: Lusa