O presidente da UCI disse este sábado não existirem razões para uma redução de quilómetros para a corrida de domingo das elites, pelo que o pelotão fará os 257,5 quilómetros, 140 dos quais no deserto.

"Não tivemos até agora qualquer caso de exaustão pelo calor ou insolação. Há casos de fadiga, mas como em qualquer Campeonato do Mundo", frisou o britânico Brian Cookson, para quem está tudo planeado ao pormenor para casos de emergência. "Temos um plano, mas é apenas isso. Neste momento não me parece que vá ser necessário colocá-lo em prática".

O presidente da UCI reagiu ainda às críticas pelo facto do Mundial se disputar no Médio Oriente, onde para além das condições climatéricas extremas, não há público a ver as provas. "O interesse na nossa modalidade nesta parte do Mundo está a crescer. É certo que ainda é relativamente pequeno, mas a organização está a fazer um grande trabalho".

De resto, o britânico fez questão de dizer que não é segredo o valor que foi pago à UCI pelas entidades do Qatar para este país organizar os Mundiais deste ano. Um valor que passa os nove milhões de euros.

Autor: Ana Paula Marques. Doha, Qatar