O brasileiro William, antigo central de Nacional, V. Guimarães e Benfica, estava em campo no dia 3 de agosto de 1993, quando um furacão de apenas 16 anos invadiu o Estádio da Luz. Ronaldo fazia o segundo jogo pela equipa sénior do Cruzeiro (o primeiro tinha sido dias antes, diante do Belenenses) e deixou todos de boca aberta. Hoje, esse furacão faz 40 anos.

"Eu e o Mozer estávamos nesse jogo, vimos aquele miúdo e perguntámos: 'O que é isto?'", recorda o atual treinador do Mons Calpe, equipa da Primeira Liga de Gibraltar. "Tinha uma mudança de velocidade e uma capacidade de definição invulgares. Depois, era um jogador que parecia que tinha íman: todos os ressaltos iam parar a ele. Era incrível", conta o treinador.

Anos mais tarde, já no Compostela, William voltou a cruzar-se com Ronaldo, num jogo da Liga espanhola diante do Barcelona que ficou na história por causa de um dos melhores golos da vida do avançado. "Eu estava lá atrás e nunca pensei que ele passasse por três ou quatro colegas meus em zona central... Mas ele passou! Surgiu de frente para mim, com a bola controlada, em velocidade... era muito complicado. Eu estava dentro da área e, como sempre fazia, não quis entrar à queima, ou arriscava fazer penálti. Ele ameaçou para um lado, virou para o outro... e foi impossível de o apanhar", descreve.

Uma coisa é certa: para William, "é uma jogada só de mérito" de Ronaldo. "Não se pode dizer que houve culpa de ninguém, ou que foi mal defendido. Só um jogador assim seria capaz de marcar aquele golo", garante, desejando "muitas felicidades" ao antigo adversário.


Ronaldo chega aos 40: recorde os melhores golos do Fenómeno

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Autor: Sérgio Krithinas