Pako Ayestaran tem os dias contados em Valencia. O técnico catalão, que conduziu a sua equipa a quatro derrotas nos primeiros quatro encontros da Liga espanhola, está de saída e o clube 'che' procura já substituto para dirigir um grupo de trabalho valioso do qual faz parte o português Nani.

A decisão do despedimento está a ser 'cozinhada' entre Valência e Singapura, para onde já viajou esta terça-feira o conselheiro delegado do clube, Kim Koh, mas existe já uma extensa lista de técnicos que poderá vir a ocupar o lugar que poderá ser deixado vago entre quinta-feira - jogo com o Alavés - e domingo - embate com o Leganés.

Desta lista, conforme Record adiantou, integra o nome do português Marco Silva, que treinou Estoril e Sporting, antes de sagrar-se campeão grego, ao serviço do Olympicos. Mas, há outro português entre os elegíveis para suceder a Pako Auestaran, adianta o diário 'Super Deportes', na edição desta terça-feira.


Trata-se de André Villas-Boas, atualmente desempregado, depois de abandonar o comando técnico do Zenit, da Rússia. Antes, o técnico português dirigira FC Porto, Chelsea e Tottenham, o que faz dele um treinador mais próximo do perfil traçado pelos responsáveis valencianos para suceder ao catalão.

Ainda segundo o 'Super Deportes', a fase das experiências chegou ao fim e o Valencia quer um treinador tarimbado, de preferência com grande experiência internacional. E, neste perfil, bastante lato cabem nomes como os de Roberto Mancini (Fiorentina, Lazio e Inter, Manchester City e Galatasaray) ou Rudi García (Lille e Roma).

Depois existem outros nomes, como os de Marcelino García Toral, que abandonou o comando do Villarreal, antes do arranque da temporada, depois de na época anterior ter levado o 'submarino amarelo' às meias-finais da Liga Europa; ou de Rubén Baraja, que em 2015/16 treino o Elche na 2.ª Liga espanhola.

Este é, todavia, um técnico que surge algo deslocado, já que a sua experiência internacional é nula. Rubén Baraja poderá, porém, ter outra característica indispensável para que possa tornar-se o substituto de Ayestaran.

"Terá que ser um treinador que faça do Valencia uma equipa antipática para os rivais e que a sua melhor virtude seja a defesa e não que queira defender atacando mais, como disse o ainda treinador valencianista Pako Ayestaran, na conferência de imprensa anterior ao embate de San Mamés", escreve o diário da comunidade valenciana.

As características poderão servir a Rubén Baraja, mas também encaixam na perfeição nos dois técnicos portugueses que se encontram na corrida ao banco do Mestalla: Marco Silva e André Villas-Boas.

Autor: João Lopes