Cristiano Ronaldo e Lionel Messi não terão gostado do que leram na primeira página do 'L'Équipe' desta terça-feira. Sem preconceitos, o jornal de referência francês na área do desporto apela ao voto em Antoine Griezmann na eleição para melhor futebolista do Mundo da FIFA em 2016.

Os resultados só serão conhecidos lá para janeiro de 2017, mas, enquanto há tempo, os franceses vão fazendo campanha pelo único futebolista que, na opinião deles, poderá fazer frente aos 'monstros' de Real Madrid e Barcelona.

Compreende-se que os gauleses, que até foram os inventores do troféu, através do France Football, estejam cansados de ver Messi e Ronaldo ganharem, ininterruptamente, desde 2008, ou seja, as últimas oito edições, mas existem aspetos que deveriam ser tidos em linha de conta, quando, sem preconceitos, pedem o voto em determinado futebolista.

Por exemplo: Cristiano Ronaldo foi campeão europeu no Euro'2016, disputado em França. Antoine Griezmann, não. Cristiano Ronaldo ganhou a Liga dos Campeões. O francês, perdeu-a. Lionel Messi conquistou a Liga espanhola, pelo Barcelona. Griezmann e o seu Atlético Madrid não foram além do terceiro lugar na prova.


O argentino (50) e o português (56), qualquer um deles, marcaram pelo menos meia centena de golos na época 2015/16, em todas as competições. O francês não foi além dos 37.

Numa sociedade democrática, cada um é livre de fazer campanha por quem bem entender, mas há aspetos que o 'L'Équipe', um jornal tido como isento e imparcial, deveria ter pesado antes de, sem preconceitos, declarar este apoio a Antoine Griezmann.

Autor: João Lopes