Bons velhos tempos em que Paul Gascoine era o ídolo de toda uma geração. O álcool roubou-lhe o dinheiro e a vida mas ainda há quem não consiga esquecer as fintas impossíveis, o mau génio incontrolável e os golos de belo efeito.

É o caso de Reiss White, jovem de 25 anos, que esperou pelo antigo jogador à porta do tribunal de Dudley, onde Gascoine está a ser julgado por alegados insultos racistas, para ter um autógrafo de Gazza.

Já seria uma bela história de carinho para com um ídolo da juventude, mas White foi mais longe e tatuou a assinatura de Gascoine no tronco.


"Nunca tive a oportunidade de o conhecer e ouvi na rádio que ele ia estar no tribunal que fica bem perto do meu trabalho. Fiquei lá à espera uma hora e consegui. Ele viu que tinha uma tatuagem dos Três Leões [símbolo da federação inglesa] e outra de São Jorge a matar o dragão e elogiou-as. Nesse momento decidi que ia tatuar o autógrafo dele", revelou à imprensa inglesa.

A prova de que os ídolos, mesmo quando não tomam o melhor caminho, são imortais para quem realmente os admira.

Autor: João Seixas