O lugar de José Mota não está colocado em causa no Leixões, não obstante um dia de grande especulação nesse sentido. É verdade que a SAD chegou a ponderar a situação ainda antes da abertura do mercado de janeiro, mas o atual momento é ainda de reflexão para se fazer a "ponte" do passado recente, pesando na equação dois resultados negativos, mas também um calendário terrível no próximo mês, com FC Porto (já este sábado) e Benfica em casa e visitas a Guimarães e a Leiria.
A tentação de cair pela via mais fácil, abdicando do projeto de Mota para "abanar" o grupo em termos psicológicos, tem sempre os seus riscos, como sucedeu há três anos, na primeira época de regresso do Leixões ao mais alto patamar do futebol português. Nessa altura, Carlos Oliveira optou pela "chicotada" e Carlos Brito abandonou o comando técnico a sete jornadas do fim. Mas o final da época foi demasiado penoso para ser ignorado, pois não houve solução do exterior e acabou por ser António Pinto, então como agora adjunto, a pegar na equipa que se salvou da descida na última jornada.
A confiança em José Mota continua a ser real na consciência de uma aposta num treinador que "só" é o terceiro em atividade na Liga Sagres com mais jogos no campeonato, atrás de Carlos Brito (332) e Jesualdo Ferreira (301). José Mota cumpriu em Vila do Conde o n.º 270 e, no regresso a Matosinhos, um acidente na A28 provocou um atraso de hora e meia. Ontem foi folga e Mota festejou 10 anos de carreira como treinador principal. Não consta que tenha recebido um presente envenenado...
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