No próximo mês de maio, o Ministério da Saúde deverá apresentar o Plano de Ação para a Segurança Infantil, uma estratégia com medidas específicas para reduzir e prevenir traumatismos e lesões não intencionais nas crianças e jovens.
Segundo o relatório da Aliança Europeia para a Segurança Infantil, mais de 42 mil crianças morrem anualmente de acidentes na Europa e em Portugal estima-se que existam 700 mortes anuais.
A alta comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, explica que o relatório da Aliança Europeia, divulgado em 2007, traçava um quadro mau para Portugal - foram avaliadas seis áreas específicas: acidentes rodoviários, quedas, afogamentos, queimaduras, intoxicação e asfixia -, além de apontar a inexistência de uma instituição que assumisse a coordenação do plano. Maria do Céu Machado adiantou que o processo está agora "a andar a bom ritmo", tendo o Alto Comissariado assumido a coordenação para Portugal, numa parceria com a AssociaçãoPortuguesa para a Promoção da Segurança Infantil. Maria do Céu Machado adiantou que em maio haverá novidades.
Há dois anos, os acidentes rodoviários e os afogamentos eram as causas de morte infantil mais frequentes em Portugal.Os motivos para os acidentes fatais estavam relacionados com a ausência de cuidados como o uso de capacetes para andar de bicicleta, limites de velocidade, piscinas protegidas e normas específicas para equipamentos em campos de jogos.
A Suécia, a Holanda e o Reino Unido eram os países com menor taxa de mortalidade de crianças em acidentes.
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