Pode uma simples partida de futebol marcar para sempre a vida de um jogador? Pode. Principalmente se não for ‘uma simples partida’ e um clássico não é, de forma alguma, apenas mais um jogo. É especial, é o encontro desejado por todos os craques e aquele sobre o qual se lembram dos pormenores, mesmo passados muitos anos, como se tivesse sido disputado ainda ontem.

A coleção de DVD que Record vai oferecer aos leitores a partir do próximo dia 27 baseia-se nos clássicos, por isso, nada melhor do que pedir a dois antigos futebolistas para contarem como os viviam.

Falámos com dois homens que bisaram, neste caso em dérbis da capital. Mário Jorge recordou principalmente o dia 14 de dezembro de 1986, quando brilhou no Sporting-Benfica, o tal que terminou 7-1.


"Esse dérbi marcou uma geração de jogadores, principalmente o Manuel Fernandes, o nosso capitão, autor de quatro golos nessa tarde", sublinha Mário Jorge. Ele próprio também bisou, pormenor muitas vezes esquecido pelo póquer do capitão.

"Sim, marquei dois e o Meade o outro mas, sinceramente, não me chateia que se fale pouco disso, tive a sorte de participar nesse jogo e foi algo único, 30 anos depois ainda se fala desse dérbi", explica.

O antigo internacional diz que os clássicos são sempre especiais mas acredita que no seu tempo ainda o eram mais. "Os dérbis e clássicos sempre foram vividos com grande paixão mas nos anos 80 eram diferentes. Nessa altura a maioria dos jogadores eram portugueses, por isso sabiam bem o que os adeptos sentiam", explica Mário Jorge.

Por saberem a importância que tem uma vitória sobre um rival, os jogadores dão tudo nesses duelos. "Nos clássicos não se pode perdoar nada. No 7-1, estávamos a ganhar 4-1 e nunca tirámos o pé do acelerador. Foi tão anormal o resultado que no final, no balneário, olhávamos uns para os outros e perguntávamos: ‘Como é que isto foi possível?’"

Em dezembro do ano 2000, outro jogador entrou para a história destes duelos, esse do lado do Benfica: João Tomás. "Participei em vários clássicos mas houve um marcante, o dos dois golos ao Sporting. Estive em dúvida para o jogo, treinei condicionado toda a semana mas na véspera, o Mourinho disse-me que não jogaria de início mas para estar pronto. Entrei na 2ª parte e fiz dois golos. Foi o jogo mais marcante da minha carreira, ainda hoje as pessoas me falam dele", conta.

De resto, João Tomás defende: "São jogos diferentes, antes do início sentimos grande ansiedade e é preciso saber controlar esses aspetos. Mas são inesquecíveis, todos os querem disputar."

Mecânica:

Para beneficiar desta oferta, os leitores devem recortar o cupão publicado à 3ª no Record e apresentá-lo na banca, no momento de compra do jornal de 4ª feira, para receberem o seu DVD grátis. Oferta válida com a apresentação do cupão publicado no dia anterior.

Autor: Miguel Amaro

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