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Boavista frente a FC Porto: Pulmão do campeão sem cérebro
APRECIAÇÃO À EQUIPA
domingo, 5 agosto de 2001 | 02:48
Autor: JOSÉ LUÍS PEREIRA
 

O CAMPEÃO está de boa saúde e recomenda-se, mas ontem não bastou o pulmão axadrezado para suplantar o FC Porto com o espírito que foi marca das Antas e ganhou raízes no Bessa. Faltaram soluções ao Boavista, quando se viu obrigado a atacar no segundo tempo. Lembrámo-nos de Whelliton para fazer mossa entre os centrais adversários, mas faltou a organização ofensiva sustentada para exercer pressão além das esporádicas investidas de Duda e (mais raras ainda) de Serginho. Limitados a remates de longe, sem um orquestrador, os boavisteiros não inverteram os dados do jogo, perdendo por incapacidade de evitar a derrota.


RICARDO – Não teve trabalho aturado, mas passou por algumas aflições no tempo de forte assédio portista – vide o golo na sua área de jurisdição.


RUI ÓSCAR – Regresso oficial quatro meses depois (lesão com o Farense a 8 de Abril), com as características habituais e predominantemente defensivo mas sem erros, pois Clayton não lhe levou a melhor.


PEDRO EMANUEL – O capitão não pôde estrear a braçadeira a erguer o “caneco”, mas portou-se ao nível do seu estatuto no confronto com Pena e nas dobras quando necessário.


JORGE SILVA – Azarado regresso à competição, com mais uma lesão em lance inócuo com Pena, que tantas dores de cabeça lhe provocou.


QUEVEDO – Distante do habitual, foi questão de confiança, presença de Capucho em forma no seu flanco ou apenas problemas naturais de início de época? A prudência mandou não comprometer, antes de tentar brilhar.


GLAUBER – Estreia oficial e a única cara nova em relação à equipa campeã. Teve de bater-se com Deco, um dos melhores portistas, livrou-se até de levar um amarelo por faltas sucessivas e perigosas mas, talvez por estranhar o conjunto e ter outras obrigações, retraiu-se e a equipa ficou retida atrás.


FRECHAUT – Confronto difícil com Soderstrom, ao reaparecer no lugar de Petit, quando ganhara a rotina de lateral-direito na equipa campeã. Dois cartões amarelos e já uma suspensão para a primeira jornada, com faltas feias a adversários que o ultrapassaram. Um bom remate.


SANCHEZ – Na primeira parte, contra o forte vento, não parecia fazer parte do filme. Notória a dificuldade em passar Paredes e criar saídas de jogo. Deu o mote no primeiro remate (só aos 34 minutos), mas de livre, e foi nas suas bolas paradas que t(r)emeram os portistas. Fez movimentar mais a bola na organização do ataque, embora sem a clarividência do costume.


MARTELINHO – Se o Boavista não pareceu o mesmo conjunto dinâmico e agressivo ofensivamente, foi porque lhe faltou uma asa, e o homem das grandes vitórias da época passada nem esteve perto do golo nem se livrou da sombra de Ibarra, atentíssimo marcador. Substituído por lesão.


SILVA – O goleador da época do título esteve longe da baliza, recebeu menos apoio dos flanqueadores (bolas para a frente da baliza a pedirem a sua entrada) e talvez tenha faltado uma presença como a de Whelliton (seria Márcio?), de forma a libertá-lo da apertada marcação dos centrais portistas.


SERGINHO – O homem que bisou em Leiria, no último jogo de preparação, não pareceu talhado para a obrigação de recuperar no marcador e jogar em ataque continuado. Rendeu Martelinho, foi algo mais espevitado, tentou um remate e teve uma boa assistência para Silva (perto do fim).


PEDRO SANTOS – Devia posicionar-se mais à frente, quando rendeu Glauber. Entrou bem, teve uma incursão perigosa na área (adiantou a bola) mas quando o marcaram em cima a sua acutilância perdeu-se.


MÁRIO LOJA – Cumpriu os minutos finais em vez de Jorge Silva.


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