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Maioria absoluta portista na primeira derrota boavisteira
PORTISTAS ENTRAM COM PÉ DIREITO
domingo, 5 agosto de 2001 | 01:55
 

NO JOGO que marcou uma nova etapa na vida da Supertaça, a partir de agora decidida num só jogo, antes do início do campeonato, o FC Porto cimentou o estatuto de grande dominador de uma competição nascida em 1978.


Em 23 edições os portistas venceram 12, ou seja, mais de metade, pelo que pode dizer-se que no universo da terceira prova do calendário nacional dispõem de maioria absoluta que é o espelho do futebol português neste período.


A vitória de ontem, para além do peso de ter sido obtida dias depois do desaire pouco prestigiante sofrido no País de Gales, encerra em si mesma outro significado: implicou a primeira derrota do Boavista das quatro vezes que participou.


Tratou-se de um “derby” interessante, intenso, suado, fisicamente exigente mas nem sempre bem jogado, o que não é de estranhar, mesmo tendo em conta que estamos a poucos dias do início do campeonato.


Octávio Machado, penalizando claramente os jogadores que perderam com o Barry Town, e optou por uma equipa toda ela diferente (o argentino Ibarra foi o único resistente da desgraça de 4ª feira), reforçando a ideia de esta ser a formação que está mais próxima das suas ideias.


Uma equipa cujas novidades, para além do reforço argentino como lateral-direito, tem Mário Silva como defesa-esquerdo e o sueco Fredrick Soderstrom no meio-campo.


Quanto ao Boavista, Jaime Pacheco deu o mote para a nova época, ao escolher uma equipa que, na sua quase totalidade, veio da temporada passada. A ausência de Litos compensada, para já, com uma dupla formada pelos jogadores que actuavam a seu lado (Pedro Emanuel e Jorge Silva) e Rui Bento substituído, como era de esperar, pelo brasileiro Glauber, que foi a única cara nova no primeiro onze do campeão em provas oficiais (Serginho entrou na segunda parte, para o lugar de Martelinho).


Foi, pois, um encontro interessante por motivos que excederam a sua qualidade, um “derby” que honrou a tradição de partida rija e com quezílias suficientes para mostrar que a rivalidade existe, mais agora que o Boavista subiu ao lugar mais alto do trono do futebol nacional.


De qualquer modo, o FC Porto entrou com o pé direito na nova época. Garantiu tranquilamente a presença na segunda pré-eliminatória da Liga dos Campeões e venceu a sua 12ª Supertaça, a segunda conquistada por Octávio Machado, que assim iguala António Oliveira num feito que só os dois conseguiram, curiosamente ao serviço de FC Porto e Sporting: vitórias ao serviço de clubes diferentes.


Quanto ao Boavista, que tinha um saldo 100% vencedor quando chegava à partida decisiva, mostrou que está aí para o que der e vier.


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