Jesus analisou depois a derrota recordando que houve um jogo europeu a meio da semana.

"Mudar o chip é muito complicado por muito que passes a mensagem. Isso foi um facto... Não importa muito o que os rivais fizeram. Quer dizer, importa. Se não ganharam atenua a derrota. Não conseguimos ser a equipa que normalmente somos", assumiu à Sport TV, após o primeiro desaire no campeonato ante o Rio Ave.

Especialmente na primeira parte, Gil Dias esteve em foco ao criar desiquilíbrios do lado direito do ataque do Rio Ave. Jorge Jesus garante que a culpa não é de Bruno César mas de "deficiência coletiva".


"Gil Dias e Bruno César? O Jefferson foi aquecer mas não foi. Foi dar uma indicação ao Rui Patrício e depois veio para o banco. Os nossos golos aconteceram com uma deficiência coletiva em termos de posicionamente. Os golos fugiram ao centro do jogo. Não estivemos bem e pagámos essa fatura. Isto é uma guerra e perdemos hoje uma batalha. Vínhamos de quatro vitórias [no campeonato] e isto não nos vai retirar dos objetivos. A equipa continua com uma mentalidade muito forte. Não estávamos preparados para perder aqui pontos, nem para sofrer golos em 40 minutos".

Se Jesus mudaria algo? O próprio diz que sim: "Mudava".

"Mudava com aquilo que fiz ao intervalo. A última linha estava segura por isso não a mudei. O problema não era da última linha, foi da primeira e segunda linha no processo defensivo. Não foi capaz de travar o Rio Ave no início do processo de construção. Modificámos ao intervalo e agora há que pensar noutro jogo."


Autor: Flávio Miguel Silva