Bruno de Carvalho reagiu esta terça-feira às insinuações feitas sobre alegadas perturbações na Assembleia Geral, condenando a "devassa da honra e dignidade" a que os orgãos sociais do Sporting têm estado a ser sujeito nos últimos tempos.

"Chamar pessoas já é um termo que considero de bastante elevação", começou por afirmar o presidente do Sporting em conferência de imprensa, dizendo que teve de fazer esta intervenção em nome da informação verdadeira e do esclarecimento que todos merecem.

"Acredito que o futebol português merecia outro tipo de discurso, mas acho que vivemos num mundo de hipocrisia e manipulação, e as pessoas têm o direito a estar informadas", referiu Bruno de Carvalho, lamentando o que se tem passado.

"Existem pessoas que recorrentemente falam sobre a Assembleia Geral do Sporting e possível manipulação da quantidade de pessoas. Estão a denegrir mais de 25 pessoas, que tinham de estar todas coniventes numa situação que não teria interesse nenhum", continuou, frisando que o facto de a AG não ter sido muito concorrida significa que "as pessoas estão calmas e seguras".

"Se houvesse problemas no Sporting estariam milhares de pessoas porque tínhamos apresentado 31 milhões de euros negativos. Estiveram 150 e esse número apenas nos deu a certeza absoluta de que a família sportinguista está confiante", prosseguiu.

Bruno de Carvalho disse que o Sporting vai agir judicialmente contra quem levantou estas suspeições. "Não deixaremos, perante o senhor André Ventura e o senhor Pedro Guerra, de tomar as devidas intervenções jurídicas que acharmos necessárias. Este assunto é uma violação do que é o nosso trabalho e um imiscuir-se na vida interna do clube, porque nem vizinhos somos. Somos do Campo Grande, o Sporting não é da 2.ª Circular", sustentou.



Oiça a gravação das alegadas 'perturbações' das claques na AG do Sporting

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Autores: Luís Miroto Simões e Sandra Lucas Simões