Bruno de Carvalho revelou esta terça-feira que, caso contasse como decorreu a investigação da Federação ao caso Vouchers, nomedamente o que foi questionado aos intervenientes, seria suspenso por... 50 anos.

"Esta aventura, este prazer tremendo enquanto presidente do Sporting não me vai deixar de, mais cedo ou mais tarde, me sentir forçado a contar alguns episódios para que as pessoas percebam o mundo em que vivemos, o futebol em que vivemos. E um dos capítulos mais interessantes será essa inquirição [da FPF no caso Vouchers]. Ainda queria ver o jogo do Dortmund, mas no dia em que contasse tinha uma suspensão de 50 anos", frisou o presidente em conferência de imprensa.

Aproveitando o facto de estar a falar em suspensões, o dirigente do Sporting remeteu para outro exemplo: "A verdade é que há um dirigente do Sporting que foi afastado um ano e meio, em contrapartida com alguém que teve atos para com ele - inclusivamente lhe cuspindo - e que foi castigado - ou não – com um jogo, e que agora é recorrente".

Bruno referiu-se depois ao que disse ser uma tentativa do Benfica de calar as pessoas com o contra-processo que se seguiu ao caso Vouchers: "O Benfica acusa-me de denegrir o clube pelo facto de eu ter denunciado algo factual. É uma tentativa de calar as pessoas, mas comigo estão enganados. Não ando à procura de inimigos para os meter na minha lista. Não estou minimamente interessado no que as pessoas possam pensar, mas sim em estar tranquilo e olhar para as minhas filhas e ter orgulho e não vergonha, que é o que acho que a maior parte das pessoas do futebol sente quando olham para os filhos, se os tiverem".

Por fim, Bruno de Carvalho deixou uma garantia: "Nunca vão conseguir calar-me a boca porque não a cosem".

Autor: Luís Miroto Simões