A derrota em Vila do Conde (3-1) ficou interligada com o sub-rendimento de alguns jogadores do Sporting. Depois de um desafio desgastante a meio da semana, em Madrid, Jorge Jesus teve, quase forçosamente, de alterar o onze, concedendo a titularidade a André – que se estreou no onze – e a Joel Campbell, que já tinha estado no onze frente ao Moreirense, num jogo em que fez o segundo golo.

Curiosamente, estes foram dois dos elementos que estiveram em evidência, não tanto pela positiva. Se a André faltou a agressividade que Jesus tanto pretende dos seus avançados, Joel Campbell foi um jogador pouco solidário nas tarefas defensivas, especialmente num flanco em que Bruno César teve grandes dificuldades para parar Gil Dias, um dos impulsionadores da vitória do Rio Ave.

Recorde-se que tanto André como Joel Campbell integraram os trabalhos com o plantel leonino na última semana de mercado e, por isso, estão ainda a consolidar as ideias de Jesus. O costa-riquenho esteve também ausente com a sua seleção, ou seja, interrompeu esse processo de adaptação ao Sporting e aos próprios métodos do técnico, ao contrário do seu companheiro de equipa. Agora, aguardam por novas oportunidades após estas primeiras impressões.


Rotatividade favorece integração

Numa época em que o Sporting está na Liga dos Campeões e também assume o objetivo de conquistar títulos internos, é normal que a rotatividade de Jorge Jesus seja algo acentuada. Este contexto, claro, favorece não só jogadores como André ou Campbell como todos os outros que chegaram há menos tempo e, por isso, não se encontram perfeitamente adaptados às ideias do treinador.

Autor: Alexandre Moita