Quem de quatro tira três, fica apenas com um. É o que está a acontecer com José Peseiro em relação aos centrais do seu plantel. Ricardo Ferreira está no final da recuperação de um problema que o afetou no final de julho, Emiliano Velázquez lesionou-se no final da última semana e o capitão André Pinto teve de abandonar mais cedo o jogo da Luz, também com um traumatismo no pé esquerdo que poderá implicar que falhe o jogo com o V. Setúbal, sábado, e a deslocação a Lviv para defrontar o Shakhtar Donetsk de Paulo Fonseca. Por tudo isto, o treinador dos guerreiros do Minho viu-se já obrigado a chamar Artur Jorge, capitão da equipa B, para os convocados da Luz, e o jovem central até acabou por fazer a sua estreia na 1ª categoria.

As lesões não escolhem sectores, mas a verdade é que estão a incidir fortemente sobre uma área vital. O eixo defensivo bracarense está fragilizado e nesta altura até dá para recordar que quando a época começou havia ainda Sasso e Boly. Mas nem um nem outro continuaram a morar em Braga e José Peseiro tem de enfrentar os próximos desafios sem opções para o eixo defensivo, onde o sérvio Rosic (que até marcou na Luz) está a dar os primeiros passos. O azar de uns é, porém, a oportunidade de outros. Está aí Artur Jorge, filho do antigo capitão bracarense com o mesmo nome e um central que pode ter agora espaço para uma afirmação que se adivinhava. Na Luz, entrou com 0-1 e viu o Benfica marcar mais dois golos, sem ter culpas diretas no cartório.

Autor: Eugénio Queirós