Nota 5 no Rio Ave-Sporting, Gil Dias apenas surpreendeu quem não segue a sua carreira. O avançado com 19 anos feitos no final de agosto demorou poucas semanas a mostrar o seu valor quando em 2013 foi para os juniores do Sp. Braga, vindo da Sanjoanense. "Teve uma evolução vertiginosa e foi importante na conquista do título nacional", recorda Pedro Duarte, que o treinou nos guerreiros do Minho e é agora técnico das camadas jovens do Tianjin Teda, clube chinês treinado por Jaime Pacheco. "O Gil tem tido uma progressão muito sustentada e acredito que não tardará muito a afirmar-se também na Seleção principal de Portugal", projeta Pedro Duarte sobre o jogador que se estreou a marcar na Liga. "Tem um pé esquerdo muito forte e é capaz de jogar em várias posições, seja a interior, a extremo ou como ponta-de-lança; é um jogador com grande qualidade técnica e que sai bem no drible curto, sempre em explosão", detalha sobre o seu antigo pupilo.

Gil Dias é natural da Gafanha de Nazaré e foi aí que fez a primeira etapa do seu processo de crescimento como futebolista. Ernesto Mónica, coordenador da formação do GD Gafanha, lembra-se bem desses tempos. "Chegou ao Gafanha com 7 ou 8 anos. Fez as escolas B e as escolas A e, quando passou para a equipa de infantis B, o Sporting chamou-o para uns treinos de captação. Ficou lá. Passava a semana a treinar no Gafanha e, ao fim de semana, ia jogar pelo Sporting", contou a Record.

Apesar de ser benfiquista, Gil viveu um sonho. Já com a alcunha de ‘Levezinho’, numa referência a Liedson, recebeu uma camisola do avançado brasileiro, com o número 31, que hoje utiliza no Rio Ave. Quando soube que não iria continuar, fartou-se "de chorar", como admitiu há tempos.


"O Sporting considerou que ele não teve o aproveitamento que se esperava dele", resumiu Ernesto Mónica, que também orientou o pai de Gil Dias nos juvenis e nos juniores do clube.

Autores: Eugénio Queirós e Sérgio Krithinas