Paulo César Gusmão deixou ontem de ser o treinador do Marítimo, que aposta agora "preferencialmente" num português, de acordo com Carlos Pereira. O presidente reconhece que a aposta no brasileiro falhou e regista a elevação deste na hora da saída, sem custos acrescidos para o clube.

"Apostámos num treinador credenciado no Brasil, mas pior do que errar era persistir no erro. Não havia condições para continuar. O acordo foi fácil, sem custos adicionais para o Marítimo – recebeu até hoje, último dia de trabalho –, e tenho de registar a postura de Paulo César Gusmão. Ele próprio reconheceu as dificuldades que sentiu na adaptação ao futebol português", salientou Carlos Pereira, depois de se reunir com o treinador e o empresário Adelson Duarte.

Além dos resultados e das exibições, o facto de não ter sido atribuído ao técnico o 4º nível em Portugal também teve a sua influência, considerou. "Fatores estranhos fizeram com que não houvesse estabilidade. O não reconhecimento pelas instâncias devidas, face ao seu percurso enquanto técnico e aos títulos que tem no currículo, não teve a correspondente equivalência em Portugal. Para ele foi sempre algo incompreensível", frisou.


Perfil definido

Com Gusmão sai ainda o preparador físico Jorge Soter, mantendo-se a incógnita relativamente ao fisiologista Matheus Fontes, que hoje vai definir a sua situação. Para já, os treinos vão ser orientados pelos madeirenses Nelson Gouveia, Humberto Câmara e José Manuel Neves, que eram adjuntos do técnico brasileiro, até à chegada do seu sucessor.

Quanto a nomes, Carlos Pereira já tem muitos em carteira, mas não confirma alguns que ontem foram ventilados, como Daniel Ramos, atual líder da 2ª Liga pelo Santa Clara, Sérgio Conceição ou até... Lito Vidigal. "Digo apenas que o perfil está definido e de preferência gostaríamos que fosse português", adiantou. A sua vontade é que o novo treinador já esteja no banco no próximo domingo, na receção ao Tondela, mas tudo vai depender do avanço das negociações.

Paulo César Gusmão somou apenas uma vitória em cinco jornadas, período em que o Marítimo fez um golo e sofreu sete. A margem de erro era curta, como noticiámos no domingo, e o treinador acabou por não resistir.

Autor: Gonçalo Vasconcelos