Um ponto somado ao cabo de duas jornadas na fase de grupos da Champions não deixa grande margem de manobra aos dragões na abordagem ao duplo confronto com o Club Brugge. O cenário é difícil, mas longe de ser catastrófico, já que, das cinco vezes em que o FC Porto esteve nessa situação, seguiu em frente em três e numa delas até venceu a competição.

Olhando ao exemplo das campanhas passadas, é obrigatória uma reação rápida e com bons resultados no duelo frente ao campeão da Bélgica. Em 2003/04 e 2006/07, o FC Porto abriu caminho ao apuramento com vitórias nos duplos confrontos diante do Marselha e do Hamburgo, respetivamente. Em 2004/05, depois de também começarem a fase de grupos com um ponto, os dragões não foram além de um empate na jornada dupla frente ao Paris Saint-Germain, mas aí foi determinante a boa reta final, com triunfos sobre o CSKA Moscovo e o Chelsea.

As coisas não correram tão bem na época 1992/93, já que os portistas não suportaram a maior qualidade do AC Milan nos seus tempos áureos, e em 1998/99, num duelo onde foram repartidos os pontos com o Croácia Zagreb. Feitas as contas, bem se pode dizer que o saldo até acaba por ser positivo quando o FC Porto sai da 2ª jornada com 1 ponto, muito embora seja preferível não arriscar...

Nuno Espírito Santo está consciente das dificuldades e admitiu que a margem de erro se reduziu, depois do empate caseiro frente ao Copenhaga e a derrota em Leicester. Os dragões entram em Brugge a cinco pontos do campeão inglês e a três do dinamarquês.

Arranque nulo na época 1997/98

Lançando um olhar sobre os arranques do FC Porto nas fases de grupos da Champions, o mais negativo de sempre aconteceu na época 1997/98. Na segunda temporada sob o comando de António Oliveira, os dragões chegaram ao final da primeira volta sem qualquer ponto, por força das derrotas frente ao Olympiacos, Real Madrid e Rosenborg. Depois da viragem, os portistas somaram quatro pontos que não foram suficientes para inverter a situação.


Autor: Rui Sousa