Tal como se previa, o regresso de Maxi Pereira à titularidade veio provocar uma discussão na direita da defesa e isso confirmou-se com a exibição que o internacional uruguaio protagonizou frente ao Gafanha. Maxi não deu sinais de falta de ritmo, mesmo tendo estado afastado da equipa inicial desde finais de agosto, e impôs muitas vezes uma velocidade vertiginosa no seu corredor, bem ao seu estilo.

Juntando a sua qualidade superior a uma preponderância e estatuto no plantel que são sobejamente conhecidas, o lateral, de 32 anos, possui argumentos suficientes para fazer tremer Miguel Layún, mesmo estando o mexicano a atravessar um bom momento.

Se o uruguaio tem a seu favor um conjunto de argumentos que fazem dele um dos melhores laterais do futebol português nas últimas épocas, Layún responde com um manancial de recursos que deixa qualquer treinador satisfeito. A juntar à sua polivalência, que lhe permite jogar em qualquer posição da defesa, bem como no meio-campo, o mexicano, de 28 anos, é um colecionador de assistências. Na época passada foi, de longe, o melhor da equipa e na presente campanha já leva três passes para golo.

Em todo o caso, olhando à estabilidade que a defesa conquistou nos últimos tempos, com Layún, Felipe, Marcano e Alex Telles à frente de Casillas, é pouco provável que Nuno Espírito Santo venha a mexer na estrutura em Brugge. Assim, Maxi vai ficar na expectativa.


Autor: Rui Sousa