O guarda-redes Diogo Almeida foi um dos destaques do Gafanha no jogo de sábado com o FC Porto e, apesar dos três golos sofridos, mereceu elogios da crítica. Mas, como recordação, levou apenas para casa a sua própria camisola e um gesto de Danilo, que muito o marcou.

"Teve uma atitude muito boa comigo. Chocámos na primeira parte e, ao intervalo, fez questão de me perguntar se eu estava bem. Depois, quando sofri o terceiro golo, veio ter comigo e deu-me um toque, como que a mandar-me levantar a cabeça", conta, a Record. "Por ter o estatuto que tem, é campeão europeu, gostei muito desta atitude de respeito e humildade", acrescenta.

O guardião do Gafanha, adepto do Sporting, ainda tentou ficar com a camisola do médio do FC Porto, mas esta já tinha sido prometida a outro jogador. "Acabei por ficar com a minha camisola, que foi feita especialmente para este jogo. As luvas... dei-as", recorda.

Após o jogo, o telefone tocou muito, com pessoas a dar-lhe os parabéns pela atuação. Diogo Almeida, de 24 anos, espera que a exibição diante dos dragões lhe dê visibilidade para conseguir fazer o percurso com que sonha. Da boca, sai-lhe repetida a expressão "há que trabalhar". 

Depois de muitos anos na Sanjoanense (chegou a ser treinado por Pepa) e das passagens por Gondomar e Esmoriz, agradece a oportunidade ao Gafanha. "Aqui, sinto-me valorizado como nunca", explicou.

Ao mesmo tempo que alimenta o sonho de chegar ao topo do futebol, vai trabalhando no escritório de advogados de uma tia. "Tenho que continuar a aplicar-me nos treinos e nos jogos de campeonato, acredito que alguém há-de reparar em mim", adianta.


Autor: Sérgio Krithinas