Tal como Pizzi, também Rui Vitória não coloca o rótulo de decisivo no encontro de quarta-feira diante do Dínamo Kiev, da 3.ª jornada do Grupo B da Liga dos Campeões. Contudo, o técnico encarnado deixa claro que quer uma equipa a pensar nos quatro jogos que faltam como finais.

"Cada jogo tem a sua história, é uma vida própria. Amanhã o jogo com o Dínamo é diferente do de Nápoles, mas não é melhor nem pior. Tem características diferentes. Fundamentalmente o nosso jogo terá de assentar no respeito pelo Dínamo, uma equipa de qualidade, que trabalha junta há muito tempo, que tem um treinador há muito tempo também. Muitos dos seus jogadores estão numa fase de maturação avançada. Para nós é fundamental sermos rigorosos, intensos, minimizar o erro, iguais a nós próprios. Acima de tudo é isso que procurámos. Umas vezes vamos reforçando um ou outro sector. Amanhã vamos ter uma equipa que terá de ser personalizada, que saberá o que tem de fazer para ganhar, mas também saber quais os pontos fortes do adversário. Está tudo muito bem trabalhado, os jogadores já assimilaram muito bem tudo. E o jogo, depois do apito do árbitro, logo veremos o que dará. O espírito e a vontade são enormes, para conquistar os 3 pontos", começou por dizer.

"Todos os jogos são decisivos. Desde o início desta prova que queremos vencer. Agora faltam quatro finais, até porque estamos ali três equipas iguais. Uma tem mais 1 ponto... Será um campeonato disputado até ao final. É importante que estas quatro finais sejam vistas como tal. Mais do que pensar nas outras, temos de pensar nesta. Todos os jogos aqui são vistos com importância. Queremos vir cá, com respeito por um adversário de muito valor, e queremos ganhar. Acima de tudo porque queremos os 3 pontos, voltar a vencer na Champions e seguir em frente nesta prova. Não diria que seja extremamente decisivo. É importante, mas não decisivo. Há mais pela frente, tanto para nós como para o Dínamo", frisou.

Na Ucrânia 'mora' um treinador português num dos maiores rivais do Dínamo - Paulo Fonseca, no Shakhtar - , mas Rui Vitória não aproveitou a visita ao país para procurar dicas junto deste. "Não, mas tive oportunidade de ver um conjunto de jogos, entre os quais os dois que fizeram com o Shakhtar. Não falei com ele. Está a fazer um belíssimo trabalho à frente à Shakhtar. Foi com muito agrado que vi esses dois jogos", elogiou.

Ainda continuando no tema Ucrânia, o técnico encarnado falou sobre as eventuais semelhanças entre o campeonato deste país e o português. "São dois campeonatos muito distantes, mas há semelhanças entre ele. Há um conjunto de jogos com intensidade e equipas com qualidade no topo. Depois há uma outra fase que tem equipas com menos recursos, mas que criam dificuldades na criação e alternância de trabalho de intensidade. E não sendo um campeonato dos mais intensos, ou frequentemente intenso, tem semelhanças. Duas equipas que têm a mesma dificuldade na preparação da Champions", explicou.

Autor: Fábio Lima