O encontro entre o Chaves e o Benfica, as duas únicas equipas invictas no campeonato, terá um espectador bem atento em Espanha. De coração divido, entre o clube da sua cidade e o que o formou como jogador e como homem, Raphael Guzzo, tem o lugar reservado no sofá para assistir a um jogo "muito especial." "Não vou torcer por ninguém porque tenho muito respeito pelos dois, mas tenho a certeza que vai ser um grande jogo", começou por dizer o médio do Reus, da Segunda Liga espanhola, em declarações a Record, confessando: "Seria ainda mais especial se o pudesse jogar!"

Depois de ter dado os primeiros pontapés na bola com a camisola do Chaves, o jovem luso-brasileiro mudou-se para o Benfica com 14 anos, onde jogou em todos os escalões de formação. Em 2014, regressou a casa, por empréstimo das águias, numa experiência que o marcou para sempre. ""Foi uma época que me valorizou muito, joguei o Mundial sub-20, renovei contrato com o Benfica e fiz a pré-época. Uma aposta ganha, sem dúvida! Marcou-me bastante por estar na minha cidade, onde tenho a minha família e amigos. Tornou-se tudo muito mais fácil. Só uma temporada que só pecou por não termos conseguido subir à Primeira Liga. Queria ter o meu nome na história do Chaves, mas saí de consciência tranquila. Tudo fiz para orgulhar as pessoas e fazê-las ver que o jogador da terra deve ser valorizado", frisou o jogador, de 21 anos.

Falhada a promoção em 2014/15, o Chaves conseguiu esta época voltar ao convívio dos "grandes" e, para já, está a surpreender. A equipa de Jorge Simão ainda não perdeu e ocupa o 6.º lugar, com duas vitórias e três empates. "Para uma equipa que subiu, tem estado muito bem. É de Primeira Liga em tudo, desde o o clube em si até aos adeptos. Dá as melhores condições aos funcionários", considerou, sublinhando entre risos: "Até a comida é fantástica!"


Apesar de não adiantar prognósticos, Guzzo espera ver um grande espetáculo, que o Chaves consiga dar sequência ao bom momento e que o Benfica "seja campeão."

Autor: Fábio Aguiar