O 'Correio da Manhã' destaca na manchete na sua edição desta terça-feira que as alegadas prendas aos árbitros por parte do Benfica - o caso dos vouchers - deram origens a buscas no Benfica, por parte dos inspetores da Polícia Judiciária, à SAD encarnada.

De acordo com a mesma publicação, as buscas ao departamento financeiro das águias ocorreram de forma discreta na manhã do dia 11 de outubro, com mandados de busca da 9.ª Secção do DIAP de Lisboa, especializada na investigação a crimes de corrupção. Na Estádio da Luz, a PJ terá apreendido documentos da contabilidade do clube, para perceber quais foram os gastos com árbitros.

Recorde-se que o caso dos vouchers foi denunciado em outubro de 2015 por Bruno de Carvalho, presidente do Sporting que revelou que eram entregues o Kit Eusébio a cada um dos quatro elementos das equipas de arbitragem, em que continha trinta euros por refeição e ainda réplicas da camisola de Eusébio. Esta prática seria habitual nos jogos no Estádio da Luz ou no Seixal (nos jogos da equipa B).

Segundo o "Correio da Manhã", a direção de comunicação do Benfica foi informada que "a investigação resultou de uma iniciativa e participação expressamente feita pelo Benfica à Federação Portuguesa de Futebol, para que apresentasse queixa no Ministério Público". A mesma fonte oficial do Benfica refere adianta ainda ao "Correio da Manhã" que "o Benfica reitera o seu empenho, que, a exemplo do realizado e concretizado nos órgãos próprios das instâncias desportivas [a propósito do arquivamento do caso por parte da Comissão de Instrução e Inquéritos das Competições Profissionais de Futebol da Liga de Clubes, logo em janeiro passado], exista um cabal esclarecimento sobre toda a situação por parte do Ministério Público." A direção de comunicação do Benfica esclareceu ainda ao CM que a investigação "resultou de uma iniciativa do próprio Benfica", que tem colaborado para o esclarecimento "cabal" da situação.