O autor do golo do 1º de Dezembro, Martim Águas, considera que a sua equipa "merecia pelo menos o prolongamento", e lembra que o jogo acabou por ser decidido num lance de laboratório.

"Acabou por nos faltar um bocadinho de sorte", defende o jogador, de 23 anos, que lembra o lance fatídico para a sua equipa: "O Benfica fez o golo num lance de bola parada, e como não somos uns ‘animais’ em altura, torna-se muito difícil parar jogadores como o Luisão."

Filho de Rui Águas e neto de José Águas, Martim marcou o penálti exemplarmente e assume que deixou as emoções de lado. "Sinceramente, não me passou nada pela cabeça. Foi um momento de pressão e só estava concentrado em fazer o golo. Marcar ao Benfica é um privilégio para qualquer jogador", acrescenta o jovem, que, curiosamente, marcou ao clube do coração como o seu pai havia feito há 32 anos, com a camisola do Portimonense. Sobre o castigo máximo e o facto de ter batido Ederson, seu antigo companheiro de equipa no Seixal, o camisola 9 do 1º de Dezembro desvalorizou. "Ele evoluiu muito desde que jogámos juntos há seis ou sete anos. Foi algo que não influenciou", acrescenta.

Descontos sem influência

No final da partida alguns jogadores do 1º de Dezembro questionaram o tempo de compensação dado pelo árbitro, um detalhe que Martim prefere desvalorizar.

"Nós quando estamos lá dentro perdemos um pouco a noção do tempo. Não vale a pena falarmos nisso", conclui.


Do penálti de Ederson... à tradição familiar

Do penálti de Ederson... à tradição familiar


Autores: João Soares Ribeiro e Miguel Amaro