O Benfica pediu à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que abrisse um inquérito para apurar a verdade no 'caso dos vouchers' quatro dias após a denúncia feita por Bruno de Carvalho, no programa 'Prolongamento', da TVI 24.

Numa carta datada de 9 de outubro de 2015 e à qual Record teve acesso, as águias dirigiram-se diretamente a Fernando Gomes, presidente da FPF, para "expor e requerer que diligencie no sentido de se vir a promover a instauração de um processo de inquérito visando o apuramento dos factos imputados à participante pela Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD".

Na missiva de quatro páginas, assinada por Luís Filipe Vieira e Rui Cunha, administrador da SAD encarnada, e dois advogados, são enumerados os factos ocorridos nos dias anteriores.

Aí, diz-se que o Sporting, através do presidente Bruno de Carvalho, imputou ao Benfica "condutas ilegais que tinham por objeto e finalidade corromper, ainda que sob a forma tentada, árbitros, delegados e observadores aquando dos jogos disputados ora no Estádio da Luz, ora no Caixa Futebol Campus".

"Ora a participante não pode aceitar que tais imputações se mantenham sem o devido apuramento", pode ainda ler-se no documento, onde o Benfica chega inclusivamente a pedir à FPF que participe o caso ao Comité de Disciplina da UEFA.

A denúncia de Bruno de Carvalho foi feita no dia 5 de outubro do ano passado. Dois dias depois, a FPF decidiu pedir à Procuradoria Geral da República averiguações ao caso.




A carta enviada pelo Benfica a Fernando Gomes

A carta enviada pelo Benfica a Fernando Gomes