José Peseiro garante que o comportamento que conduziu à sua expulsão na partida desta segunda-feira, no Estádio da Luz, tem um único objetivo: evitar que os seus jogadores, emocionalmente alterados pelo segundo golo dos encarnados, pudessem ser penalizados com uma chuva de cartões amarelos e vermelhos.

"O meu objetivo foi que os meus jogadores não fossem penalizados com cartões. O Jorge Sousa entendeu que eu lhes estava a dar força para protestarem ainda mais, mas, no final, falámos, e ele admitiu que o único objetivo que tive foi que os meus jogadores não levassem amarelos ou vermelhos. Disse que eu vos podia dizer isto, pois percebeu que eu só estava a defender os meus jogadores", relatou o treinador do Sp. Braga, na sala de
imprensa, admitindo que, no fundo, não existiam motivos para protestos.

"O lance do golo é um ressalto, não é um passe. Houve protestos, o que são questões de emoção. Se foi legal? Claro!", reconheceu o treinador bracarense, que viajou para a Luz com o objetivo de vencer, mas, fruto das incidências do encontro, não o conseguiu.


"Queríamos e viemos aqui com vontade de sair líderes e demonstrámo-lo em campo de forma inequívoca. A diferença esteve na eficácia, num grande jogo de futebol. O Sp. Braga quis vencer, contra uma grande equipa, mas não fomos eficazes. O Benfica fez 3 golos e nós só 1", reconheceu José Peseiro, considerando "injustíssimo" o resultado que se verificava ao intervalo.

"Tivemos três ou quatro oportunidades e o Júlio César fez grandes defesas. Em muitos momentos, dominámos e controlámos o jogo", enumerou o treinador dos minhotos, prosseguindo na análise ao encontro: "A partir do primeiro golo, o Benfica ficou mais na espera, a tentar jogar no nosso erro. Criámos ocasiões de golos e sofremos dois golos de dois ressaltos. Ainda assim, ainda tivemos força anímica para marcar e reduzir para 3-1".

Apesar do desaire, Peseiro não deixou de felicitar a sua equipa. "Parabéns aos meus jogadores, que tiveram menos dois dias de descanso do que os do Benfica. Fizemos uma exibição de grande nível, com grande intensidade. Não vamos felizes, pois queríamos vencer", reforça o treinador natural de Coruche.

Autor: Lusa