Vice-presidente do Benfica nos anos 90, Gaspar Ramos continua atento ao que se passa no dirigismo nacional. O também ex-diretor do futebol dos encarnados não hesita em avaliar o que se passa em Alvalade sob o batuta de Bruno de Carvalho.

"No início aceitei algumas posições que [Bruno de Carvalho] tomou, nomeadamente por um equilíbrio financeiro pontual. Agora parece que já não existe esse equilíbrio e limita-se a empurrar com a barriga para a frente. Devido à sua ânsia desmedida, pode não ter um futuro brilhante", afirmou ao "Correio da Manhã", assumindo que, "de certo modo", a 'guerra Sporting-Benfica' está a beneficar o FC Porto.

O antigo dirigente do Benfica, Gaspar Ramos

"Está fora da discussão pública, a trabalhar sem ruído à volta. Assim, os problemas são mais fáceis de resolver. Bruno de Carvalho ainda não percebeu que o grande inimigo do futebol é Pinto da Costa, e tem de estar mais atento".

Numa semana em que Luís Filipe Vieira apresentou a sua candidatura a um novo mandato à frente do Benfica, Gaspar Ramos aplaudiu o trabalho levado a cabo pelo atual presidente dos encarnados.

"Tem vindo a fazer um trabalho evolutivo. Tem ideias e o Benfica não pára. Acho que deve ter como objetivo o equilíbrio nas contas. Esse equilíbrio financeiro terá de ser feito de forma a manter a competitividade da equipa de futebol", disse, abordando também a saída de Rui Gomes da Silva da direção do Benfica. "Teve altos e baixos no seu comportamento, principalmente como comentador. Devia ter mais cuidado com o que disse, até porque se trata de um vice-presidente. No global, teve uma atuação positiva".


Autor: Sofia Lobato