Quem melhor do que Oscar Moscariello para avaliar o talento argentino que mora em Portugal por estes tempos? Vice-presidente do Boca Juniors entre 2011 e 2015, ano em que se tornou embaixador alviceleste no nosso país, o dirigente confessa que as águias podem vir a ter muitas felicidades às custas de... Franco Cervi.

"Ele já é importante pelo que fez na Luz e no Rosario Central. Mostrou as suas habilidades e tem um grande futuro", começou por afirmar, antes de lembrar outros exemplos de sucesso. "Os jovens que vêm para aqui fazem-no como a etapa final e ficam figuras de excelência. Gaitán tinha talento quando saiu do Boca, mas aqui transformou-se num craque. Di María também. Tal como o Rojo, que chegou ao Sporting e virou indiscutível na seleção", conta.

Se vai chegar para fazer esquecer Gaitán, Moscariello já não sabe. Até porque Nico é formado na escola xeneize. "Se vai ser melhor? Bem, Gaitán foi forjado na cantera do Boca (risos)... Mas a academia do Rosario também é boa. Cervi vem da escola de Di María e tem um potencial enorme, tal como Alan Ruiz no Sporting. Também espero que Marcelo Meli, que veio do Boca, possa mostrar todo o potencial que tem", acrescentou, referindo-se ao médio, que ainda não somou qualquer minuto nos leões.


Para Moscariello, até é bastante fácil explicar o porquê de a transformação nos argentinos ser tão visível. "Incorporam a disciplina, a transmissão de comportamento em campo. No geral, os jogadores da América Latina têm muitas manhas e aqui transformam-se em profissionais a 100%. Os alvicelestes chegam aqui por um custo, mas esse valor cresce e multiplica-se várias vezes", rematou.