Outra das vertentes abordadas no âmbito da requalificação e sustentabilidade futura do Belenenses foi a possível recompra da SAD. Patrick Morais de Carvalho faz questão de observar que a sua direção "está ativa em várias frentes", considerando que o Belenenses "só será viável enquanto instituição se puder recuperar o seu futebol profissional".

"O clube teve o seu futebol durante 95 anos e com tudo o que temos para oferecer à nossa principal equipa, as valências que teremos a nível de infraestruturas, designadamente centro de estágio, campos de treino e com a unidade que desejamos, considero vital que o Belenenses tenha capacidade, seja pela via judicial ou negocial, de recuperar o seu futebol profissional", observa.

A verdade é que o acordo parassocial foi há muito denunciado pela SAD, correndo o processo em tribunal, estando previstas decisões para o início do ano. Patrick Morais de Carvalho mostra-se confiante. "Ficou bem patente numa das últimas assembleias que é preciso recuperar a maioria do capital da SAD. Neste momento, as relações são institucionais e esperamos uma decisão favorável quanto aos dois processos que correm no Centro de Arbitragem da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. Acredito que vai ser reposta a ordem natural das coisas. O Belenenses quer voltar a apropriar-se das ações que detinha e das que estavam parqueadas na Beléminveste", afirma.


Refira-se que o primeiro processo em tribunal relaciona-se com a conta-corrente e o esclarecimento de algumas cláusulas entre clube e SAD sobre instalações e contrapartidas do futebol de formação; e o segundo prende-se com a interpretação do contrato de compra e venda das ações e com o acordo parassocial.

Autor: João Pedro Abecasis