Já com o estatuto de campeão europeu, Portugal tropeçou frente à Suíça (0-2) no arranque do apuramento para o Mundial’2018. Fernando Santos não gostou e sabe o que tem de mudar. "Competir numa fase de apuramento é diferente de o fazer numa fase final. É mais difícil ter concentração total num jogo como esse, pensando que ainda estamos todos em modo de campeão da Europa. Vai ter de deixar acontecer. É responsabilidade minha e isso tem de terminar aqui", afirmou o selecionador nacional à revista ‘FPF360’.

Já a pensar nos duelos com Andorra e Ilhas Faroé (7 e 10 de outubro), Fernando Santos não mostra excesso de confiança. "Vai ser tremendamente difícil. Mas com Andorra ou Ilhas Faroé, Portugal é favorito", explicou o técnico, de 61 anos, que espera uma equipa com o chip certo: "Quem conseguiu sete vitórias seguidas num momento muito difícil? Foram os jogadores com a mentalidade certa. Nós é que podemos criar problemas a nós próprios. Encontrámos a fórmula do sucesso e não a podemos deixar cair."

Estratégia sempre à volta de Ronaldo


Para Fernando Santos nem sequer há dúvidas: o sistema da equipa das quinas tem de ser construído em função de Cristiano Ronaldo. "Seria estranho Portugal ter o melhor do Mundo e não planear a forma de jogar de acordo com as potencialidades que tem. É o melhor finalizador do futebol português", atirou, antes de elogiar o papel de CR7 na final do Euro’2016: "Não é verdade que ganhámos sem ele. Esteve lá no resto do jogo. A saída foi um embate, mas houve um momento de superação."

Longo caminho para ser potência

Questionado sobre o estatuto de Portugal daqui para a frente, o técnico é cauteloso. "Portugal nunca vai ter o estatuto de dominador do futebol europeu. Mas podem exigir que Portugal, enquanto campeão da Europa, tenha o objetivo de vencer", sublinhou. Já sobre o papel da formação, Fernando Santos destacou um dado importante: "O futuro está assegurado. Mas em França, havia 12 jogadores que nunca tinham participado na fase final de um Campeonato da Europa ou do Mundo", referiu.

Autor: Pedro Gonçalo Pinto