Maus resultados e más exibições averbados nos últimos encontros da Superliga, foram os motivos invocados para o despedimento do técnico do Gil Vicente Mário Reis, anunciou hoje a direcção do clube minhoto.
O treinador, que já não orientou o treino desta tarde, viu o seu contrato ser rescindido de forma unilateral. Cabral, adjunto de Mário Reis na curta aventura em Barcelos, e o preparador físico Francisco Barbosa foram igualmente dispensados pela direcção.
O treinador teve conhecimento da decisão directiva após a hora de almoço e, de acordo com Abílio Martins, presidente dos gilistas, a sua reacção foi de "surpresa".
"Os maus resultados e as más exibições que desagradaram direcção, adeptos e crítica desportiva estiveram na base da nossa decisão. Mário Reis já não é treinador do Gil Vicente", esclareceu Martins, numa curta conferência de imprensa.
O dirigente do Gil Vicente explicou ainda que, "quando as coisas correm mal, os treinadores são sempre os mais frágeis" e revelou que se tentará atingir um patamar de entendimento entre as partes.
Treinador e direcção reúnem na quinta-feira, por forma a tentar um entendimento quanto à indemnização a receber por Mário Reis.
Abílio Martins entregou a orientação da equipa a Ruca (adjunto da casa) e aos capitães de equipa, Casquilha e Paulo Alves, mas frisou esperar uma "rápida resolução do problema".
O Gil Vicente, decorridas que estão 11 rondas da Superliga, é 13º classificado com 12 pontos, correspondentes a cinco derrotas, três empates e outras tantas vitórias.
Esta é a terceira "chicotada" na Superliga, depois das saídas prematuras de José Gomes e João Alves, do Paços de Ferreira e Estrela da Amadora, respectivamente.
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