Ainda antes do final da temporada, o presidente João Loureiro anunciou que os custos orçamentais teriam de ser reduzidos em cerca de 30 por cento de modo a que a viabilidade económica do clube não ficasse comprometida.
Passados alguns meses, com uma crise financeira a nível mundial instalada de armas e bagagens, o Boavista efectuou os cortes necessários a nível de salários para a SAD equilibrar as contas e também optou por uma política de aquisições moderada e que já há muitos anos não era seguida pelos responsáveis axadrezados: aposta na prata da casa.
Nesse sentido, dos nove reforços garantidos, dois jogadores são oriundos das camadas jovens (Hélder Calviño e Hugo), três são produto da formação do Bessa (Rui Lima, João Paulo e Raul Meireles) que estavam emprestados e outro, o brasileiro Márcio Santos, é também um jogador dos quadros que tinha sido cedido à União de Leiria.
Curiosamente, das outras três aquisições (Ali, Ricardo Sousa e Ricardo Silva), o central que, na época passada, representou o Vitória de Guimarães a título de empréstimo pelo FC Porto também foi formado na "cantera" axadrezada.
Factos que perfazem um número sintomático da aposta boavisteira para esta época: nove jogadores dos actuais 27 do plantel (30 por cento) são oriundos das camadas jovens do clube.
"Este plantel é o resultado de muitas reuniões com o técnico Sanchez, em virtude da redução necessária que anunciei há alguns meses e do qual me orgulho por ter muitos futebolistas oriundos das escolas de formação do clube", mencionou o presidente João Loureiro.
Ricardo Sousa: «Passo em frente»
"Já estive num clube grande, mas as coisas não deram certo. Felizmente consegui impor-me na SuperLiga e agora tenho outra oportunidade de jogar num clube grande e que tem aspirações superiores às do Beira-Mar. Venho com o intuito de ajudar, pois ninguém, mesmo sendo uma contratação, pode chegar a um clube de peito feito e dizer que será titular. Com determinação vou conseguir dar um passo em frente na minha carreira."
Raul Meireles: «Sonho de criança»
"Vou trabalhar para o treinador me dar uma oportunidade, pois quero afirmar-me na SuperLiga e ao serviço do Boavista, clube que sempre quis representar no escalão profissional. É um sonho que tenho desde criança. Fez-me muito bem rodar no Desportivo das Aves. Ganhei muita experiência e não penso que o meu regresso tenha sido influenciado pela minha prestação do Torneio de Toulon, já que o interesse há muito que havia sido formalizado."
Rui Lima: «Trabalhar para me afirmar»
"Depois de cinco anos consecutivos a ser emprestado, agora, com 25 anos de idade, penso que já tenho a experiência necessária para me afirmar na equipa. Vou trabalhar para isso, seja qual for a posição escolhida pelo treinador. Sei que a concorrência é forte, mas quero fazer parte das opções principais."
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