Um dos melhores ciclistas portugueses da atualidade e que foi também uma das revelações do pelotão internacional nas duas últimas temporadas está no mercado. Rui Costa, de 24 anos, não vai continuar na Caisse d’Epargne (futura Movistar). O ciclista natural da Póvoa de Varzim e a equipa liderada por Euzébio Unzué não acionaram o ano de opção que existia no contrato devido a problemas que ditaram o fim da ligação.
“A época de 2011 era de opção e decidi não continuar. Não estou satisfeito com algumas coisas que se passaram, nomeadamente a equipa não ter apostado em mim em determinadas provas. Não me valorizaram”, explicou Rui Costa. “Tivemos alguns desentendimentos, tínhamos muitas diferenças. Chegámos à conclusão que o melhor era a separação”, esclareceu por sua vez o manager da formação sediada em Espanha.
A rotura entre o ciclista português e a Caisse d’Epargne, ainda de acordo com Rui Costa, levou a que este ficasse impedido de participar em critérios no México, onde iria acompanhado do irmão Mário Costa. “Após o Tour tive um período de descanso. Não fui depois ao Mundial porque achei que o percurso não era ao meu jeito. Dei conta disso ao selecionador. Entretanto, houve umas corridas que não fiz pela Caisse d’Epargne e como retaliação, o Euzébio não me deixou ir ao México.” Estas são as razões evocadas pelo poveiro para o facto de não ter competido mais após a participação na Volta a França, em julho.
Quanto ao futuro, Rui Costa diz estar a estudar várias possibilidades. “Tenho algumas equipas interessadas. A RadioShack chegou a abordar-me, depois surgiram abordagens da Lampre, Vacancolei e da equipa dos irmãos Schleck”, revelou.
Siga-nos no Facebook e no Twitter.