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FC Porto-V. Setúbal, 1-0: À moda... de Adriano
CRÓNICA
segunda-feira, 15 maio de 2006 | 01:55
Autor: HÉLIO NASCIMENTO
 

O FC Porto juntou a Taça de Portugal à Liga, alcançando a dobradinha, neste caso particular com a marca de Adriano, um reforço de Inverno que não só justificou a titularidade neste onze de Adriaanse como também se revelou decisivo em certas alturas: foi dele o passe a isolar Jorginho no jogo de Alvalade, onde os dragões embalaram para o título; foi dele o golo que selou o campeonato, em Penafiel; e foi também ele, ontem, no Jamor, que com um oportuno golpe de cabeça obteve o tento solitário mas suficiente para nova festa.


Não há muito a apontar ao êxito portista, cuja equipa, mesmo sem forçar, revelou argumentos sempre superiores aos do adversário. E só não chegou ao golo da tranquilidade porque McCarthy e o próprio Adriano mostraram-se algo perdulários.


O V. Setúbal foi um digno vencido, e com um pouco de sorte podia ter escrito outra história nesta final da Taça. O remate de Carlitos à barra e o “tiro” de Bruno Ribeiro (para grande defesa de Helton) mereciam melhor desfecho.


Expectativa


A estratégia de Hélio foi clara e com o seu 4x4x2 inicial procurou, acima de tudo, travar o ímpeto do dragão. Binho ocupou-se de um dos pontas-de-lança, Sandro e Ricardo Chaves acompanharam Anderson e Lucho, e, um pouco mais à frente, Bruno Ribeiro encostou em Paulo Assunção.


O sistema obrigou a um certo isolamento de Carlitos e Varela, mas o Vitória jogava na expectativa e na surpresa. Enquanto o nulo se mantivesse, os sadinos nunca abdicariam desta ideia.


Ao intervalo, já em desvantagem, Hélio fez o que tinha de fazer: primeiro Sougou, depois Pedro Oliveira e por último Fonseca abriram a frente de ataque e a equipa passou então muito mais tempo no meio-campo portista. Correu riscos, é verdade, mas do outro lado estava um conjunto pouco interessado em juntar golos e espectáculo à supremacia que era evidente em termos de controlo da partida.


Neste período houve mais remates, mais oportunidades, em contraste com o cinzentismo da primeira metade. Mas a qualidade nunca deu para encher o olho. Valeu, isso sim, o facto de os sadinos terem estendido a equipa e, por tabela, aberto o jogo.


Quanto baste


Adriaanse, que apostou em Anderson de início, respondeu no capítulo das substituições como tantas vezes fez na Liga. As entradas de Jorginho, Cech e Ibson contribuíram sobretudo para ter a bola no pé e servir de tampão às derradeiras tentativas do adversário. Reconheça-se, a propósito, que esteve sempre mais perto o 2-0 do que a igualdade.


Foi um Porto em beleza, portanto, o que saiu do Jamor com mais um troféu. O quanto baste exibicional aceita-se, até porque a equipa deve ter sentido que conseguia, assim, ter o Setúbal manietado.


Com o azul a imperar nas bancadas, com a plateia rendida quando Pedro Emanuel e Vítor Baía ergueram a Taça, resta descer o pano sobre 2005/06. Fim de festa.


Árbitro


Duarte Gomes (3). Jogo fácil de dirigir, sem grandes casos, embora em duas situações cheirasse a penálti. Sem televisão... o benefício da dúvida.


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