/futebol/nacional/taca_portugal/
Siga-nos em: ||| Diário especializado em desporto. Diretor: João Querido Manha
FC Porto frente ao Benfica: Treze campeões às costas de Deco
APRECIAÇÃO À EQUIPA
segunda-feira, 17 maio de 2004 | 02:33
Autor: ANTÓNIO TADEIA
 

O Porto entrou apático e até podia ter estado a perder mais cedo. Mesmo assim, quando Deco e Derlei foram ao fundo do poço buscar a equipa, tudo parecia bem. Até que J. Costa foi expulso. E já se sabe que jogar com 11 é melhor que com 10.


NUNO (2). Nem pode dizer-se que tenha tido muito trabalho, mas envolveu-se suficientemente no jogo para Mourinho poder ficar a pensar no que sucederia se tivesse feito jogar Baía. Sem defesas de grau de dificuldade elevado, acabou por notabilizar-se em duas saídas precipitadas, deixando a baliza desguarnecida. Na primeira, foi fintado por Geovanni mas teve a sorte de ver este cruzar mal. Na segunda, perdeu o despique com Zahovic e deixou as redes abertas ao cabeceamento decisivo de Simão.


PAULO FERREIRA (3). Demorou uns bons 20 minutos a controlar a velocidade de Simão, mas depois, com o progressivo apagamento do capitão adversário, até passou um jogo tranquilo. Sempre certo no desarme cara a cara com o opositor directo, foi apenas traído pela colocação no lance do 1-2: fechou ao meio, cortou para trás e era lá que se encontrava Simão.


JORGE COSTA (1). O capitão traiu a equipa, fazendo-se expulsar aos 71 minutos, à quinta falta. No início, notaram-se-lhe algumas dificuldades face à colocação dos dois pontas-de-lança encarnados, que exploravam as suas dificuldades a virar-se com passes para as costas. Foi o que sucedeu, por exemplo, no lance em que Nuno Gomes se isolou e atirou ao poste. Começou a acertar com o tempo, mas acabou ligado ao resultado por ter deixado os colegas em inferioridade.


RICARDO CARVALHO (3). Regular, sem grande brilhantismo, que a tarde não estava para isso. Bem no desarme, especialmente por alto, só não pôde fazer nada para ajudar a equipa nos lances dos dois golos, em jogadas que se decidiram pelo lado contrário ao dele.


NUNO VALENTE (3). Na primeira parte era o defesa portista com a vida mais facilitada, já que Miguel subia muito menos do que Simão. Aproveitou para atacar a preceito e fazer alguns cruzamentos perigosos. Com a entrada de Geovanni não teve muito mais dificuldades defensivas, mas foi obrigado a refrear-se no ataque. E andou uns minutos de cabeça perdida, acumulando faltas e passando ao lado de punição disciplinar.


COSTINHA (3). Demorou muito a entrar no jogo, assim se explicando o início tremido do FC Porto. Indeciso sobre se devia ajudar os centrais ou pegar no jogo, optou (bem) por esta segunda escolha a meio da primeira parte. E o FC Porto transformou-se. Sempre seguro defensivamente, acabou por ser substituído quando a equipa precisou de procurar o empate.


PEDRO MENDES (2). Fogoso nos desarmes mas sempre inconstante, não foi a referência que o meio-campo portista precisava para consolidar o jogo e partir para linhas mais avançadas. Foi o preterido quando, face à expulsão de Jorge Costa, Mourinho precisou de meter em campo mais um defesa-central. E não se deu pela sua falta.


MANICHE (3). Um jogo em crescendo. Começou tímido, apesar de um remate perigoso e dificilmente detido por Moreira, aos 22', que marcou o final da fase de assédio inicial encarnado. Melhorou quando Mourinho lhe deu "ordem de soltura" e o meio-campo ofensivo lhe pertencia, a meias com Deco. Foi nessa altura, aliás, que isolou Maciel para o que podia ter sido o 2-1. Acabou mais atrás, quando Costinha saiu. Sempre bem, se descontarmos alguns excessos próprios de uma cabeça que ferve em pouca água e que está pouco habituada a perder jogos decisivos.


DERLEI (3). Foi o catalisador da equipa. Quando ele esteve bem, o FC Porto esteve bem; quando ele caiu de produção, mostrando que ainda não tem pernas para 120 minutos, o FC Porto afundou-se. Fez um golo pleno de oportunidade e bem podia ter feito outro, quando passou "pelo meio" de Luisão e acertou em cheio no poste de Moreira. Merecia mais.


MCCARTHY (2). Sempre mais ausente que o seu companheiro de ataque, não fez um único remate nos 68 minutos em que esteve em campo. Algumas antecipações, umas bolas protegidas para os companheiros e foi tudo. Pouco.


MACIEL (1). Teve nos pés a oportunidade de dar a Taça ao FC Porto, aos 86', quando Maniche o isolou na cara de Moreira. Foi mais rápido que os defesas, mas perdeu no despique com o guarda-redes adversário. E, se descontarmos alguns "sprints" sem consequências, apagou-se, como se o seu papel no jogo estivesse consumado.


PEDRO EMANUEL (2). Entrou para equilibrar a defesa após a expulsão de Jorge Costa e, com o seu habitual jogo mais corporal, não comprometeu.


CARLOS ALBERTO (1). Foi a aposta final de Mourinho, que parecia estar a guardar uma substituição para o momento em que sofresse o segundo golo. Entrou e, na primeira jogada, quis fintar toda a gente. Se o deixassem, se calhar, ainda lá estava, a fintar para a frente e para trás.


Siga-nos no Facebook e no Twitter.

Partilhar:
URL:
 
Pub
Partilhar
Gostou desta notícia?  Votação: 0
 
Algum erro na notícia?  Envie-nos a correção
 


Quem se apresenta, para já, em melhores condições para conquistar a Liga?

Copyright © . Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edisport, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina. Consulte as condições legais de utilização.

Clicar para abrir layer Pretty Clicar para abrir layer Pretty