Celestino adoraria repetir, frente ao Aves, este domingo – no arranque da Liga de Honra – o golo com que garantiu o empate frente ao Arouca, no fim-de-semana anterior, para a Taça da Liga. “Eles não estavam a justificar a vitória. O resultado era injusto. Então apelei a uma das minhas qualidades, o pontapé forte e rematei.” É assim que Celestino recorda o momento, misto de revolta e do mais belo futebol, em que, a mais de 30 metros, fuzilou a baliza do Arouca.
Já acerca do Aves, o médio reconhece: “Será um jogo muito difícil. O Aves reforçou-se muito bem e é um dos candidatos mais fortes à subida. Será um teste difícil para nós.”
Críticas motivam. Questionado sobre a condição de líder no campo ou, pelo menos, referência que já atuou na 1.ª Liga, o jogador de 23 anos desvaloriza: “O Belenenses tem um plantel muito jovem e ambicioso que só precisa de oportunidades para mostrar o seu valor. Se calhar esperam mais de mim por ter mais experiência e por ter atuado na 1.ª Liga, mas isso não me acrescenta pressão, apenas me motiva para trabalhar cada vez mais.”
Trabalho com um objetivo muito específico: “Quero voltar à 1.ª Liga o mais rápido possível. Mas quero voltar ao serviço deste clube.”
A preferência de Celestino é justificada duplamente. Como “jogador e adepto”, diz. E embora assuma o regresso como desejo prioritário, já assimilou o discurso da atual direção e a sua filosofia: “Sabemos aquilo que queremos mas temos de ser realistas. Precisamos de estabilidade financeira e não podemos pensar em subir a qualquer preço. Recentemente, após goleada com o Freamunde (1-5), os jogadores foram alvo de duras críticas do treinador e do presidente. Celestino diz que o balneário acusou o toque: “Sentimo-nos tristes mas transformámos isso em motivação.”
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