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Salgueiros-Benfica, 1-2: Marchena e Meira empurraram e Van Hooijdonk acabou a obra
ENCARNADOS DE LISBOA DERAM A VOLTA AO MARCADOR
segunda-feira, 8 janeiro de 2001 | 01:14
Autor: MANUEL QUEIROZ
 

O BENFICA de Toni conseguiu domingo a primeira vitória para a I Liga e apenas a segunda, na prova, fora do Estádio da Luz. Uma vitória justa em Vidal Pinheiro sobre a equipa da casa, mas sofrida, porque o Salgueiros esteve a ganhar e depois foi já com apenas dez homens (por expulsão de Litera) que cedeu completamente ao poderio dos adversários.


Marchena e Van Hooijdonk conseguiram os golos que viraram o resultado, que tinha sido desbloqueado por Basílio já na segunda parte, num jogo em que os três tentos aconteceram na sequência de cantos.


Temia-se pelo relvado de Vidal Pinheiro, mas domingo choveu pouco no Porto e o campo aguentou-se galhardamente. Vítor Manuel desenhou um Salgueiros em 5-3-2 (ninguém pode chamar aquilo 3-5-2, porque os laterais foram sempre defesas e raramente outra coisa) e Toni manteve a aposta nos dois pontas-de-lança e num 4-4-2 que tem sido muito discutido. E ficou evidente que a equipa pode jogar com este sistema, mas não exactamente com estes jogadores, porque se Carlitos faz razoavelmente o seu papel na direita, do outro lado Maniche é outro tipo de jogador, tem uma grande tendência para descair para o meio e Escalona (que continuou a relegar Diogo Luís para o banco) aparentemente não tem um volume de jogo ofensivo que dê corpo a essa asa, essencial nesse sistema muito inglês.


Aliás, com um Fernando Meira que ocupa um espaço enorme na zona do meio-campo – e que influência ele tem na equipa –, Calado quase fica asfixiado e nem sabe onde tem de jogar. Acresce ainda que os defesas centrais também participam muito no jogo ofensivo e fica ali demasiada gente no meio.


A economia do jogo da equipa exige, porventura, Miguel ou Sabry para que as coisas possam ter coerência total. E por isso o Benfica da primeira parte, forte, empreendedor e sem medo de dominar, fez quase toda a despesa pelo lado direito.


O Benfica entrou forte, a querer mostrar ares de grande equipa, mas o Salgueiros respondeu bem. João Tomás teve um bom apontamento aos 9 m, fugindo ao seu marcador (Paulinho no caso, já que ele e Ricardo marcavam os pontas-de-lança à zona) e da esquerda chutou às malhas laterais. Mas logo a seguir, na sequência de um canto, Basílio tabelou com Litera e apareceu em óptima posição para o remate, só que deu à bola efeito ao contrário e a jogada perdeu-se (14 m).


Mas o maior volume de jogo era do Benfica e o Salgueiros respondia claramente em contra-ataque, até porque dava o meio-campo ao adversário. E Jorge Silva negou o golo a Maniche (31 m), depois de uma boa combinação entre Marchena, Meira e Carlitos.


Uma primeira grande contrariedade para o Salgueiros foi a saída (por lesão) de Paulinho quase sobre o intervalo, porque Carlos Andrade não tem a sua experiência, nem o seu saber. E como o argentino Trotta, além de baixo, não é propriamente uma águia a jogar a bola, as dificuldades da equipa só podiam ser ainda maiores no segundo tempo. Como foram, aliás.


Mesmo assim, o Salgueiros conseguiu chegar ao golo logo após o intervalo (52 m), num canto da direita de Litera, que Basílio apareceu a cabecear na pequena área perante uma defesa de mãos nos bolsos – um golo parecido com o segundo que a equipa do Benfica sofreu nas Antas à segunda jornada, por Jorge Costa. Um erro grave que colocava as coisas num ponto complicado.


Pedrosa ainda marcou um livre perigoso que saiu sobre a barra e Toni decidiu finalmente mexer na equipa. Refrescando apenas as posições, mas dando outro cariz ao jogo, já que entraram Chano (saiu Calado, inexistente ao longo da hora que esteve em campo) e logo a seguir Maniche cedeu o lugar a Sabry, que se encostou à esquerda e abriu novos horizontes.


As substituições aconteceram em dois minutos e no seguinte chegou o empate, num canto de Sabry, com desvio de Ronaldo ao primeiro poste e implacável cabeceamento de Marchena – grande jogo também – no outro lado.


Litera expulso


Não demorou dois minutos e Litera foi expulso com segundo cartão amarelo que, visto da bancada, pareceu uma decisão pouco criteriosa do árbitro. Mas aí a sorte do jogo ficou marcada.


Os adeptos pediam a Toni a saída de Van Hooijdonk, mas foi João Tomás o sacrificado, estreando-se o brasileiro André, que se mostrou muito activo mas longe de resolver algo.


Vítor Manuel optou por segurar o empate e aos 73 m Basílio cedeu o lugar a Toninho Cruz, convidando o Benfica à avalancha.


Foi o que aconteceu e o segundo golo era inevitável. Marcou-o, curiosamente, Van Hooijdonk, de cabeça, após um canto que o Salgueiros não conseguiu aliviar bem. Depois Carlitos centrou da direita, Marchena ganhou de cabeça na área e Van Hooijdonk apareceu nas alturas a cabecear sem hipóteses (81 m).


Consumava-se a vitória do Benfica, amassada em suor e dobrando um Salgueiros que, com dez, não podia suportar aquela imensa pressão e aquelas enormes torres que o Benfica tem (Marchena não é muito alto mas salta bem, mais Ronaldo, Meira, Van Hooijdonk, João Tomás, mais André, que também tem bom corpo).


Paulo Paraty fez uma boa arbitragem, sempre em cima dos lances, e os jogadores não lhe criaram problemas insolúveis. O critério foi largo, mas nem sempre o mesmo e, nesse sentido, a expulsão de Litera foi, como se disse, uma decisão de algum rigor face ao que o árbitro tinha marcado até ali. No resto, quase perfeito.


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